O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (9), que é falsa a informação que circula nas redes sociais sobre a existência de casos do vírus Nipah no Brasil. De acordo com a pasta, o país mantém protocolos permanentes de vigilância para agentes altamente patogênicos e, até o momento, não há qualquer confirmação da doença em território nacional.
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A avaliação oficial é de que o risco de uma pandemia causada pelo vírus permanece baixo. O entendimento é o mesmo da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta que o surto mais recente registrado na Índia está praticamente controlado e sem indícios de propagação internacional.
Surto na Índia teve poucos casos
Segundo a OMS, apenas dois casos foram confirmados na Índia, ambos envolvendo profissionais de saúde. Durante o monitoramento, 198 pessoas que tiveram contato com os infectados foram identificadas e testadas, todas com resultado negativo. O último registro ocorreu em 13 de janeiro, indicando que o evento já se aproxima do fim do período de acompanhamento epidemiológico.
Em informe técnico, a OMS reforçou que o risco global é considerado baixo e que não há registros da doença fora da região afetada, nem nos países citados incorretamente por conteúdos desinformativos. Outro fator destacado é que o vírus está associado a espécies específicas de morcegos que não existem no Brasil, afastando qualquer ameaça imediata à população brasileira.
O Ministério da Saúde reiterou o compromisso com a transparência, a ciência e a proteção da população. A pasta, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, coordena o programa Saúde com Ciência, voltado à valorização da vacinação, ao combate às fake news e à divulgação de informações baseadas em evidências científicas.
A iniciativa também conta com a participação dos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia-Geral da União (AGU), ampliando a atuação em diferentes frentes contra a desinformação.
Como ajudar a combater fake news
O Ministério da Saúde orienta que a população verifique a veracidade de conteúdos antes de compartilhá-los, denuncie informações falsas e evite repassar mensagens suspeitas.
Quem receber conteúdos duvidosos sobre saúde pode registrar a ocorrência pela plataforma FalaBR, preenchendo o formulário com os detalhes da publicação. Também é possível tirar dúvidas por meio do chatbot oficial do Ministério da Saúde no WhatsApp, pelo número (61) 99381-8399.
Índia entra em alerta após casos de vírus raro que inspirou filme – Foto: reprodução/Freepik
Como o vírus Nipah é transmitido
A principal forma de transmissão do vírus Nipah ocorre a partir de animais para humanos. Os morcegos frugívoros são os reservatórios naturais do vírus e podem contaminá-lo ao entrar em contato com alimentos.
Durante a alimentação, esses animais podem deixar secreções em frutas ou na seiva de palmeiras. Quando esses produtos são consumidos crus ou sem higienização adequada, o risco de infecção aumenta.
Por esse motivo, o Nipah é classificado como uma zoonose, ou seja, uma doença que passa de animais para humanos.
Contágio entre pessoas é raro, mas possível
Embora menos comum, a transmissão entre humanos pode ocorrer, especialmente em situações de contato próximo. Isso inclui ambientes familiares e unidades de saúde.
O contágio acontece por meio de gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir, espirrar ou respirar. Como essas partículas têm alcance curto, geralmente até um metro, o risco aumenta quando há proximidade prolongada com pessoas infectadas.
Doença grave e sem tratamento específico
A Organização Mundial da Saúde considera o vírus Nipah prioritário devido ao seu alto potencial de impacto na saúde pública. Atualmente, não existe vacina nem medicamento específico para combater a infecção.
O tratamento é voltado apenas para aliviar os sintomas. A doença pode provocar quadros respiratórios graves e, em casos mais severos, causar encefalite, uma inflamação no cérebro que pode levar à morte.
As autoridades de saúde seguem monitorando os casos e reforçam medidas de prevenção para conter possíveis novos surtos.
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