Congresso argentino aprova reforma trabalhista de Milei apĂłs sessĂŁo tensa e protestos nas ruas

Projeto passou por 135 votos a 115 e volta ao Senado; confrontos em Buenos Aires terminaram com prisÔes

Por Redação ContilNet 21/02/2026

Após quase dez horas de debate e sob forte pressão nas ruas, o Parlamento da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20), a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. O texto recebeu 135 votos favoråveis e 115 contrårios, sem abstençÔes, em uma das sessÔes mais acaloradas do ano.

Do lado de fora do Congresso, em Buenos Aires, manifestantes protestaram contra o projeto e entraram em confronto com forças de segurança. Segundo o jornal ClarĂ­n, ao menos 12 pessoas foram presas apĂłs tentativas de romper bloqueios policiais. A repressĂŁo incluiu gĂĄs lacrimogĂȘneo, balas de borracha e jatos d’água.

Governo celebra, oposição critica

O governo comemorou a aprovação nas redes sociais, classificando a medida como uma das principais reformas estruturais prometidas por Milei. A gestão argumenta que a nova legislação vai modernizar regras criadas em 1974, estimular investimentos e reduzir a informalidade — que atinge cerca de 40% dos trabalhadores argentinos.

Entre os pontos centrais, o projeto flexibiliza regras de contratação, altera o sistema de férias, permite a ampliação da jornada padrão de oito para até doze horas e autoriza o pagamento de salårios em moeda estrangeira. Também simplifica o cålculo de indenizaçÔes por demissão e impÔe novos limites ao direito de greve.

A oposição, porém, afirma que a proposta enfraquece direitos históricos dos trabalhadores. O deputado Måximo Kirchner, da coalizão União pela Påtria, acusou o presidente de atender a interesses externos e criticou a redução das indenizaçÔes por demissão.

Reforma ainda terĂĄ nova anĂĄlise

Como sofreu alteraçÔes durante a tramitação — incluindo a retirada de um artigo sobre licenças mĂ©dicas — o texto retorna ao Senado, que jĂĄ havia aprovado uma versĂŁo anterior.

A sessĂŁo foi acompanhada pela secretĂĄria-geral da PresidĂȘncia, Karina Milei, e pelo ministro da Economia, Luis “Toto” Caputo, que foram aplaudidos por parlamentares governistas.

Com informaçÔes da CNN Brasil

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