Há exatos 5 anos, Sena Madureira enfrentava a segunda maior cheia da história; relembre

Ruas conhecidas desapareceram sob a água barrenta, quintais viraram pequenos rios e famílias precisaram agir às pressas para salvar móveis

A inundação avançou rapidamente e, em poucos dias, transformou a paisagem da cidade
A inundação avançou rapidamente e, em poucos dias, transformou a paisagem da cidade | Foto: Cedida

Era fevereiro de 2021 quando Sena Madureira enfrentou um dos períodos mais difíceis de sua história recente. Naquele mês, o nível do Rio Iaco chegou a 18,15 metros, provocando a segunda maior cheia já registrada no município e deixando milhares de moradores em situação de vulnerabilidade.

A inundação avançou rapidamente e, em poucos dias, transformou a paisagem da cidade. Ruas conhecidas desapareceram sob a água barrenta, quintais viraram pequenos rios e famílias precisaram agir às pressas para salvar móveis, documentos e lembranças de uma vida inteira. O som dos motores de barcos e o vai e vem de canoas passaram a fazer parte da rotina. Cerca de 80% da área urbana foi atingida, afetando aproximadamente 5,2 mil famílias, e mais de 17 mil pessoas que viveram dias de incerteza.

O período também foi marcado por sentimentos intensos, medo, cansaço e, ao mesmo tempo, esperança | Foto: Reprodução

O período também foi marcado por sentimentos intensos, medo, cansaço e, ao mesmo tempo, esperança | Foto: Reprodução

Para acolher quem precisou sair de casa, foram montados 47 abrigos, onde histórias de solidariedade se multiplicaram: vizinhos dividindo alimentos, voluntários organizando doações e equipes trabalhando dia e noite para prestar apoio. No centro da cidade, prédios públicos, comércios e escolas ficaram tomados pela água. Em muitos pontos, a única forma de locomoção era por embarcações improvisadas. Crianças brincavam nas áreas alagadas enquanto adultos observavam, apreensivos, o nível do rio subir dia após dia, temendo perdas ainda maiores.

O período também foi marcado por sentimentos intensos, medo, cansaço e, ao mesmo tempo, esperança. Muitas famílias passaram noites em claro acompanhando boletins sobre o nível do rio, enquanto outras enfrentavam a difícil tarefa de recomeçar mesmo antes de as águas baixarem completamente.

Cinco anos depois, as lembranças ainda são vívidas para quem viveu aqueles dias.

Cinco anos depois, as lembranças ainda são vívidas para quem viveu aqueles dias | Foto: Reprodução

Somente por volta do dia 23 de fevereiro o nível começou a recuar, revelando um cenário de lama, entulho e muito trabalho pela frente. A limpeza das casas e ruas exigiu esforço coletivo e reforçou os laços entre moradores, que se ajudaram mutuamente na reconstrução.

Cinco anos depois, as lembranças ainda são vívidas para quem viveu aqueles dias. A enchente de 2021 permanece como um símbolo de resistência e união, lembrando que, apesar das dificuldades impostas pela natureza, a força da comunidade foi fundamental para superar um dos capítulos mais desafiadores da história local.

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