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Há exatos 5 anos, Sena Madureira enfrentava a segunda maior cheia da história; relembre

Por Ricardo Amaral, ContilNet

A inundação avançou rapidamente e, em poucos dias, transformou a paisagem da cidade

A inundação avançou rapidamente e, em poucos dias, transformou a paisagem da cidade | Foto: Cedida

Era fevereiro de 2021 quando Sena Madureira enfrentou um dos períodos mais difíceis de sua história recente. Naquele mês, o nível do Rio Iaco chegou a 18,15 metros, provocando a segunda maior cheia já registrada no município e deixando milhares de moradores em situação de vulnerabilidade.

A inundação avançou rapidamente e, em poucos dias, transformou a paisagem da cidade. Ruas conhecidas desapareceram sob a água barrenta, quintais viraram pequenos rios e famílias precisaram agir às pressas para salvar móveis, documentos e lembranças de uma vida inteira. O som dos motores de barcos e o vai e vem de canoas passaram a fazer parte da rotina. Cerca de 80% da área urbana foi atingida, afetando aproximadamente 5,2 mil famílias, e mais de 17 mil pessoas que viveram dias de incerteza.

O período também foi marcado por sentimentos intensos, medo, cansaço e, ao mesmo tempo, esperança | Foto: Reprodução

Para acolher quem precisou sair de casa, foram montados 47 abrigos, onde histórias de solidariedade se multiplicaram: vizinhos dividindo alimentos, voluntários organizando doações e equipes trabalhando dia e noite para prestar apoio. No centro da cidade, prédios públicos, comércios e escolas ficaram tomados pela água. Em muitos pontos, a única forma de locomoção era por embarcações improvisadas. Crianças brincavam nas áreas alagadas enquanto adultos observavam, apreensivos, o nível do rio subir dia após dia, temendo perdas ainda maiores.

O período também foi marcado por sentimentos intensos, medo, cansaço e, ao mesmo tempo, esperança. Muitas famílias passaram noites em claro acompanhando boletins sobre o nível do rio, enquanto outras enfrentavam a difícil tarefa de recomeçar mesmo antes de as águas baixarem completamente.

Cinco anos depois, as lembranças ainda são vívidas para quem viveu aqueles dias | Foto: Reprodução

Somente por volta do dia 23 de fevereiro o nível começou a recuar, revelando um cenário de lama, entulho e muito trabalho pela frente. A limpeza das casas e ruas exigiu esforço coletivo e reforçou os laços entre moradores, que se ajudaram mutuamente na reconstrução.

Cinco anos depois, as lembranças ainda são vívidas para quem viveu aqueles dias. A enchente de 2021 permanece como um símbolo de resistência e união, lembrando que, apesar das dificuldades impostas pela natureza, a força da comunidade foi fundamental para superar um dos capítulos mais desafiadores da história local.

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