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Invasores são denunciados após apreensão de mais de 1,4 mil cabeças de gado na Resex Chico Mendes

Por Redação ContilNet

Operação da Polícia Federal revelou criação ilegal de gado e desmatamento dentro da unidade de conservação

A operação fiscalizou diversas propriedades localizada dentro da Resex Chico Mendes/Foto: Cedida

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou dois homens por uma série de crimes ambientais cometidos durante a ocupação irregular de áreas dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre. A ação é resultado de uma das fases da investigação que apura invasões na unidade de conservação.

Durante as apurações, a Polícia Federal deflagrou a Operação Mezenga, que resultou na apreensão de mais de 1.400 cabeças de gado dentro da reserva e em áreas próximas, evidenciando a exploração irregular da região.

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Segundo a denúncia, os investigados teriam cometido diversas irregularidades, entre elas:

  • invasão de terras da União dentro da Resex

  • inserção de informações falsas em cadastro ambiental

  • desmatamento e uso de fogo

  • criação irregular de gado em área protegida

O MPF também solicitou à Justiça Federal que determine a desocupação imediata das áreas invadidas, além de proibir os denunciados de exercer atividades econômicas incompatíveis com a finalidade da reserva, como a pecuária.

Além dos dois denunciados, outros três investigados firmaram acordos de não persecução penal com o MPF. Eles confessaram participação nos fatos e se comprometeram a adotar medidas de reparação ambiental.

Entre as obrigações assumidas estão:

  • adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA)

  • apresentação de projetos de recuperação de áreas degradadas (PRADA)

  • recomposição de áreas de preservação permanente e reserva legal

  • cumprimento de termos ambientais firmados com o estado

  • entrega de bens no valor de R$ 250 mil ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão da unidade

De acordo com o MPF, a adoção dos acordos faz parte de uma estratégia que busca garantir a reparação efetiva dos danos ambientais, sem deixar de responsabilizar os envolvidos judicialmente quando necessário.

A atuação do órgão tem como objetivo reforçar a proteção de áreas especialmente protegidas da Amazônia e assegurar o cumprimento da legislação ambiental, diante do avanço de ocupações ilegais e atividades econômicas irregulares na região.

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