Todos os pré-candidatos ao Governo estão correndo para fortalecer suas bases e sacramentar suas alianças. Mas a situação tem se apresentado mais difícil para um deles: a vice-governadora Mailza Assis.
Prestes a assumir o comando do Palácio Rio Branco, em abril, a gestora está tendo certa dor de cabeça para conseguir acomodar os partidos em sua base, mais especificamente o MDB, o PL, o PSDB e até o União Brasil, que está em federação com o PP, seu partido.
Se, por um lado, é bom e importante ter agremiações de peso no projeto, por outro, não dá para escapar da briga sobre quem vai ficar com o quê — e das consequências disso. É esse o problema que Mailza está enfrentando, e não há como fugir dele.
MDB
Vamos começar do zero. Desde que o partido lançou o seu próprio desafio para definir quem apoiaria entre os pré-candidatos, a vice-governadora logo manifestou interesse e se colocou à disposição para conversar, mas teve que lidar com as condições impostas pela sigla e por seus medalhões: ter apoio nas chapas proporcionais, um candidato ao Senado pelo partido e participação na construção da chapa majoritária, com indicação do vice. Não é pouca coisa.
Mailza e seu grupo aceitaram as condições e, por conta disso, estão nessas conversas com o MDB para oferecer o que é possível, por enquanto: apoio às chapas proporcionais e, futuramente, se possível, indicação de Jéssica como vice na chapa. Não se sabe se será suficiente para o partido, que tem algumas exigências — e não são poucas.
PL
Se o MDB quer uma vaga na disputa ao Senado, o PL também quer, sendo essa a prioridade do partido. E só há duas vagas: uma é de Gladson.
Fontes ligadas a Mailza afirmam que o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro tem prioridade nesse caso, sendo a segunda vaga do senador Márcio Bittar, que já está em tratativas com o Progressistas. Quem vai ficar com o quê? Só o futuro dirá.
PSDB
No meio dessa confusão, Mailza tem que arranjar espaço para outro partido que também está pressionando e pode sair da base a qualquer momento: o PSDB, que exige, segundo fontes, apoio total à sua chapa de deputado federal. Se isso não acontecer, é bem possível que a sigla deixe a base do Governo e abrace a pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom, que está apenas esperando o “sim” do partido para consolidar essa aliança.
Não há espaço para o PSDB nesse sentido, porque a prioridade do Governo é dar esse apoio, no caso das chapas proporcionais, ao MDB e ao União Brasil, que está em federação. Não há espaço para todo mundo.
Mailza e Gladson com o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, além de outras lideranças estaduais do partido/Foto: Reprodução
União Brasil
Mesmo em federação com o União Brasil, Mailza não está livre do imbróglio que surgiu por lá. Eduardo Velloso bateu o pé, disse que é pré-candidato ao Senado e que espera o apoio da vice-governadora ao seu projeto. O médico chegou a afirmar, inclusive, que o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, deu total apoio à sua pré-candidatura, mas ressaltou que Mailza é quem dá o aval. Mais uma missão difícil para a vice e seu grupo.
Velloso diz que recebeu aval de Rueda para disputar o Senado, mas decisão vem de Mailza/Foto: Reprodução
Tudo vai se resolver
As coisas vão se ajustar, como sempre aconteceu, mas nem todos sairão satisfeitos, e isso é fato. O que a base de Mailza precisa fazer é escolher o caminho da redução de danos: tomar a decisão que cause menos prejuízo.
Bocalom e Alan
Alan e Bocalom não têm esse mesmo problema, pelo menos não com essa magnitude.
Alan está correndo para agregar mais partidos ao seu projeto, e Bocalom faz o mesmo, de forma mais tranquila. Mas nem tudo que parece tranquilo é positivo ou satisfatório, pelo menos a longo prazo. Eleição se ganha fazendo acordos e agregando parcerias.
Vamos esperar o que vem por aí.

