A poucos dias do embarque para uma das competições mais importantes do calendário internacional do taekwondo, o acreano Bryan Adrian Araújo de Azevedo, de 15 anos, corre o risco de não disputar o US Open por falta de passagens aéreas. O pai e técnico do atleta, Mestre Levy Azevedo, faz um apelo público para que o Governo do Estado libere o apoio solicitado ainda em janeiro à Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer (SEEL).
O torneio acontece de 5 a 8 de março, em Las Vegas, nos Estados Unidos, e é uma competição aberta que soma pontos no ranking mundial e olímpico da modalidade.
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“Ele está correndo sério risco de ficar fora desse campeonato porque a Secretaria de Esporte não liberou a passagem ainda. A gente manda mensagem, tenta contato, mas não temos resposta. Disseram que não há recurso, mas estamos falando de um atleta que representa o Acre e o Brasil lá fora”, afirmou Levy.
Atleta é o único brasileiro a participar do evento na categoria. Foto: Arquivo pessoal
Único brasileiro na chave
Segundo o pai, Bryan é atualmente um dos principais nomes da categoria. “Hoje ele é líder do ranking dele, está entre os dez melhores do mundo e é o único brasileiro na chave da categoria. É uma oportunidade única na carreira dele”, destacou.
O jovem atleta vai estrear na categoria juvenil. “A gente fez um trabalho de base muito sólido. Ele treina desde os dois anos de idade. Agora ele sobe de categoria e já entra em um campeonato que vale pontuação olímpica. Se ele ficar fora, dificilmente terá outra oportunidade como essa”, disse o pai.
Bryan acumula títulos expressivos: é seis vezes campeão brasileiro e campeão pan-americano de taekwondo. Mesmo com o currículo, a família afirma que tem enfrentado dificuldades para garantir a participação internacional.
Bryan treina desde os dois anos. Foto: Arquivo pessoal
Rifas para custear despesas
Sem a confirmação das passagens, a família já iniciou campanhas para custear estadia e alimentação durante o período da competição.
“A gente teve que fazer rifas para ajudar com hospedagem e alimentação. É muito triste ver um atleta com esse nível de resultado não ter o olhar do poder público. Ele está pronto, classificado, mas pode não ir por falta de apoio”, lamentou Levy.
O ofício solicitando o patrocínio das passagens para Bryan e para o técnico foi protocolado em 7 de janeiro deste ano. A saída está prevista para 1º de março, com retorno no dia 10.
Apelo ao governador
Diante da proximidade do evento, o pai espera que o caso chegue ao conhecimento do governador Gladson Camelí.
“A gente está pedindo ajuda para que essa situação chegue até o governador e ele possa se sensibilizar. Não é só pelo meu filho, é pelo esporte do Acre. Ele é um atleta da seleção brasileira, está no radar olímpico e quer representar bem o nosso estado”, reforçou.
Família está fazendo rifa para custear as despesas. Foto: arquivo pessoal

