PF aponta riscos à saúde de Bolsonaro, mas não vê necessidade imediata de internação

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A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, até o momento, não há indicação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro precise ser transferido para um hospital em razão das comorbidades que apresenta. A avaliação consta em laudo encaminhado à Corte, que detalha, no entanto, a necessidade de cuidados médicos constantes.

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Segundo o documento, Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos que podem elevar o risco de novas quedas. Por isso, os peritos destacam a importância de aprofundar a investigação clínica, além de manter vigilância diária sobre o estado de saúde do ex-presidente.

A PF também ressalta que o quadro exige uma rotina rígida de acompanhamento: controle frequente da pressão arterial, hidratação adequada, uso regular de medicamentos, acesso rápido a exames laboratoriais e de imagem e possibilidade de atendimento médico imediato em caso de intercorrências.

Em um dos trechos do parecer, a corporação responde de forma direta a um questionamento sobre os riscos da falta desses cuidados. De acordo com o laudo, a não observância das medidas recomendadas pode levar a complicações graves, como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, AVC, falência renal, quedas com traumatismo craniano e até morte súbita.

Após receber o documento, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou o caso para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nesta semana, a defesa de Bolsonaro voltou a pedir ao STF a concessão de prisão domiciliar. Os advogados alegam que houve piora recente do quadro clínico, com episódios de vômitos e crises intensas de soluço, e também solicitaram rapidez na conclusão da perícia da Polícia Federal.

Em 15 de janeiro, ao determinar a transferência do ex-presidente da Superintendência da PF para a unidade conhecida como Papudinha, Moraes fixou prazo de dez dias para a apresentação de um laudo médico detalhado. A partir desse parecer, o ministro deverá decidir se mantém o cumprimento da pena nas atuais condições, se autoriza a prisão domiciliar ou se determina eventual encaminhamento para um hospital penitenciário.

Quatro dias depois, em 19 de janeiro, Moraes enviou à Polícia Federal 39 perguntas elaboradas pela defesa, com o objetivo de avaliar se Bolsonaro tem condições de permanecer em unidade prisional e se há fundamento médico para a mudança de regime. Na mesma decisão, o ministro homologou a indicação do médico particular do ex-presidente, Cláudio Birolini, como assistente técnico da defesa.

Nos questionamentos, os advogados insistem no risco de morte súbita, que, segundo eles, não deve ser tratado como hipótese distante, mas como uma possibilidade concreta diante das condições de saúde e das limitações do ambiente prisional. A defesa sustenta que, sem uma estrutura médica contínua e complexa, o ex-presidente estaria exposto a eventos graves e imprevisíveis.

Pena de Bolsonaro

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenação relacionada à trama golpista e está detido em uma Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no complexo conhecido como Papudinha.

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