PF cumpre mandado e prende suspeito em operação contra venda de material de abuso infantil

Operação Offerre combate venda de conteúdo criminoso na internet

PF investiga oferta de arquivos ilegais na internet e cumpre mandados
PF investiga oferta de arquivos ilegais na internet e cumpre mandados | Foto: Ascom

A repressão a crimes sexuais contra crianças e adolescentes ganhou mais um desdobramento no Acre nesta terça-feira (24). A Polícia Federal deflagrou a Operação Offerre em Rio Branco, com foco no combate à comercialização de arquivos contendo violência sexual infantojuvenil na internet.

Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na capital acreana. Além disso, os agentes deram cumprimento a um mandado de prisão contra um terceiro investigado no âmbito do mesmo inquérito.

As investigações começaram após denúncias indicando que arquivos com conteúdo de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes estariam sendo ofertados on-line. Segundo a apuração, o suspeito utilizava indevidamente dados de terceiros para realizar a comercialização do material ilícito, numa tentativa de dificultar a identificação.

Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na capital acreana

Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na capital acreana | Foto: Ascom

Terminologia e gravidade dos crimes

Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” – conforme previsto no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente, para descrever situações que envolvam crianças ou adolescentes em atividades sexuais explícitas, a comunidade internacional tem adotado expressões como “abuso sexual” ou “violência sexual” contra crianças e adolescentes. A mudança de nomenclatura busca evidenciar a gravidade e o impacto dessas práticas, reforçando que se trata de crimes violentos e não de simples infrações de cunho moral.

Alerta aos pais e responsáveis

A Polícia Federal também reforçou o alerta para que pais e responsáveis acompanhem de perto a rotina digital de crianças e adolescentes. A orientação é manter diálogo constante sobre os riscos no ambiente virtual, supervisionar o uso de redes sociais, jogos e aplicativos e observar eventuais mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou excesso de sigilo em relação ao celular e ao computador.

Outra recomendação é ensinar os jovens a identificar e reagir a abordagens inadequadas na internet, incentivando-os a buscar ajuda sempre que se sentirem ameaçados ou desconfortáveis.

Para a corporação, a prevenção e a informação continuam sendo as principais ferramentas para proteger crianças e adolescentes e enfrentar crimes que causam danos profundos às vítimas.

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