A reforma trabalhista proposta pelo presidente da Argentina, Javier Milei, avançou no Congresso e pode ser discutida pela CĂąmara ainda neste mĂȘs de fevereiro. O texto foi aprovado no Senado na madrugada desta quinta-feira (12), com 42 votos favorĂĄveis e 30 contrĂĄrios, em meio a protestos no paĂs.
Milei classificou a aprovação como um âponto de viradaâ na histĂłria argentina. Em comunicado, o presidente voltou a defender a redução da burocracia e a modernização das regulaçÔes trabalhistas como forma de estimular a economia.
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Entre os principais pontos da proposta estĂĄ a redução do valor das indenizaçÔes por demissĂŁo e a possibilidade de parcelamento do pagamento em atĂ© 12 vezes. O projeto tambĂ©m prevĂȘ que essas indenizaçÔes deixem de incluir no cĂĄlculo as fĂ©rias e o dĂ©cimo terceiro salĂĄrio.
Outro item que chama atenção é a flexibilização na forma de pagamento dos salårios. O texto autoriza que os vencimentos possam ser pagos em pesos argentinos ou em outra moeda, além de permitir o pagamento por meio de alimentos ou moradia, mediante acordo.
A proposta também amplia a flexibilização nas relaçÔes de trabalho, com mudanças nas regras de contratação e desligamento de funcionårios. Segundo o governo, as medidas buscam reduzir custos para empregadores e incentivar a geração de empregos.
A aprovação no Senado ocorreu sob forte tensĂŁo polĂtica, com manifestaçÔes contrĂĄrias Ă reforma nas ruas. Agora, o texto segue para anĂĄlise da CĂąmara, onde deve enfrentar novos debates e possĂveis alteraçÔes.

