‘Se conhecesse a sanguinidade de lampião, não ficaria provocando’, diz Lula sobre Trump

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou neste segunda-feira (9) sobre sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula afirmou que o republicano deveria ter mais cuidado ao falar sobre o Brasil “se conhecesse a sanguinidade de Lampião”.

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A declaração cômica foi dada durante o evento no Instituto Butantan, realizado em São Paulo.

“Quando eu viajar [para os Estados Unidos], eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso. Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de lampião em um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, disse o presidente.

Lula defende multilateralismo

Depois da declaração, Lula reiterou que não busca entrar em conflito com Trump, afirmando que não saberia o que fazer se vencesse o embate. O petista ainda valorizou a importância do multilateralismo, onde ambos os governos podem desfrutar de benefícios a partir da interação com outras nações aliadas.

A relação entre Lula e Donald Trump ganhou contrastes mais leves desde o encontro entre eles sediado na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova Iorque, durante 2025. O norte-americano inclusive chegou a cortar as polêmicas sobretaxas impostas ao longo do ano.

Relação entre Lula e Trump

O republicano inclusive chegou a “descartar” o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem era aliado, após a derrota nas eleições presidenciais de 2022. O posicionamento foi dado pelo ex-embaixador dos EUA no Panamá, John Feeley.

“Assim que [Bolsonaro] foi condenado e preso, Donald Trump o viu como um perdedor, e se há algo que Donald Trump não tolera são perdedores”, disse Feeley, em dezembro de 2025.

Já nas primeiras semanas de 2026, em telefonema, Lula e Trump agendaram para março uma visita do Itamaraty à Casa Branca. Os novos tons da relação entre os mandatários fez o petista classificar o norte-americano como “amigo” durante evento na última sexta-feira (06).

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