Suzane von Richthofen, condenada por mandar matar os próprios pais, foi nomeada inventariante da herança de seu tio materno, o médico Miguel Abdalla Neto, falecido em janeiro deste ano. A informação foi confirmada pela defesa de Silvia Magnani, que afirma ter sido companheira do médico por mais de uma década.
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Segundo a CNN, os advogados de Silvia disseram, em nota, que receberam a decisão com “profunda preocupação” e questionaram a legitimidade de Suzane para exercer a função.
Ao ser nomeada inventariante, Suzane passa a ser responsável pela administração e representação do espólio, conjunto de bens, direitos e obrigações deixados pelo falecido, durante o processo de inventário.
Contestação judicial e disputa por herança
A defesa de Silvia Magnani argumenta que a nomeação ocorreu de forma prematura, antes do encerramento do prazo para apresentação de documentos que comprovariam a união estável entre ela e Miguel Abdalla Neto.
Caso a união estável seja reconhecida pela Justiça, Silvia poderá ter prioridade ou participação direta na sucessão, o que pode levar à revisão da nomeação de Suzane como inventariante.
Os advogados também citaram o histórico penal de Suzane e apontaram supostos atos após a morte do médico, como a soldagem de portões da residência e a retirada de um veículo sem autorização judicial, alegando possível risco à administração isenta do patrimônio.
Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto em casa
O médico aposentado Miguel Abdalla Netto faleceu em 9 de janeiro de 2026, na residência onde vivia sozinho, no bairro do Campo Belo, na zona sul de São Paulo. O corpo foi localizado dias depois, já em estado avançado de decomposição, acomodado em uma poltrona dentro do imóvel. A descoberta ocorreu após um vizinho, que possuía uma cópia da chave da casa, perceber a ausência incomum de Miguel e decidir verificar a situação no local.
De acordo com o registro oficial, a causa da morte foi classificada como indeterminada, com solicitação de exames adicionais para esclarecimento. Por esse motivo, a Polícia Civil passou a tratar o caso como morte suspeita.
Miguel não deixou descendentes diretos, pais vivos ou cônjuge, e também não havia registro de testamento, o que contribuiu para a abertura de um processo de inventário e para a atual disputa judicial envolvendo possíveis herdeiros.
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