A conta chega para os que brincam de Deus; esses criminosos vão pagar caro

A humanidade avançou em tecnologia, em ciência, em riqueza, mas falou no essencial: o amor ao próximo

A conta chega para os que brincam de Deus/Foto: Reprodução
A conta chega para os que brincam de Deus/Foto: Reprodução

Há algo profundamente errado com o mundo, e não é difícil perceber. Basta olhar para o lado. Crianças em filas intermináveis por um prato de comida. Corpos frágeis tremendo de frio. Olhos vazios de quem ainda nem teve tempo de sonhar. Enquanto isso, em salas climatizadas e gabinetes luxuosos, homens poderosos decidem destinos como se fossem donos da vida, da morte e do próprio planeta.

A humanidade avançou em tecnologia, em ciência, em riqueza. Mas falhou no essencial: o amor ao próximo.

Vivemos uma era em que se investe mais na destruição do que na preservação da vida. Bilhões são despejados na indústria da guerra, armas cada vez mais sofisticadas, mais letais, mais eficientes em apagar histórias que mal começaram. E para quê? Para alimentar disputas de poder, vaidades políticas e interesses que jamais justificariam uma única lágrima de uma criança.

É impossível não se indignar.

Não se trata apenas de geopolítica, estratégias ou conflitos históricos. Trata-se de humanidade, ou da ausência dela. Quem olha para uma criança com fome e não se comove já perdeu algo essencial dentro de si. Quem vê famílias destruídas por guerras e trata isso como estatística já não enxerga mais pessoas, apenas números.

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Mas há uma lei silenciosa que atravessa o tempo: a lei do retorno. Nenhum ato de crueldade se perde. Nenhuma injustiça desaparece no vazio. A conta chega. Pode tardar, pode parecer invisível aos olhos humanos, mas ela chega.

E há também algo maior: a justiça divina. Não a justiça dos tribunais falhos dos homens, mas aquela que alcança onde nenhuma lei humana consegue chegar. Aquela que pesa intenções, ações e omissões.

Diante de tanta dor, resta ao homem de bem sentir. Sentir até doer. Chorar, sim, porque a indiferença seria muito pior. E mais do que isso: não aceitar como normal aquilo que é desumano.

Talvez não possamos impedir todas as guerras. Talvez não consigamos mudar decisões tomadas por quem acredita ser intocável. Mas podemos nos recusar a ser cúmplices pelo silêncio frio ou pela indiferença confortável.

O mundo não precisa de mais poder. Precisa de mais consciência.

E enquanto houver quem chore pelas vítimas, quem se revolte contra a injustiça e quem clame por um mundo mais digno, ainda haverá esperança de que nem tudo está perdido.

Porque, no fim, não são os donos do mundo que terão a última palavra.

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