O Acre começou 2026 com aumento nos registros de mortes violentas, segundo levantamento do MinistĂ©rio PĂşblico do Estado (MPAC). Nos dois primeiros meses do ano, foram contabilizadas 27 mortes classificadas como violentas intencionais, crimes em que há intenção de matar. No mesmo perĂodo do ano passado, o estado havia registrado 25 casos.
Os dados mostram que a violĂŞncia nĂŁo ficou concentrada apenas na capital. A maior parte das ocorrĂŞncias aconteceu em municĂpios do interior, responsáveis por 19 registros, enquanto Rio Branco somou oito vĂtimas. Mesmo assim, a capital aparece como a cidade com maior nĂşmero individual de casos, reunindo quase 30% do total estadual.
AlĂ©m de Rio Branco, outros municĂpios tambĂ©m aparecem nas estatĂsticas. Acrelândia, Epitaciolândia, Mâncio Lima, Porto Walter, Sena Madureira e Xapuri tiveram dois registros cada. Já BrasilĂ©ia, Bujari, Cruzeiro do Sul, FeijĂł, Porto Acre, Senador Guiomard e Tarauacá contabilizaram uma morte violenta no perĂodo analisado.
O levantamento aponta ainda uma mudança no mĂŞs com maior incidĂŞncia de crimes. Em 2026, fevereiro concentrou mais ocorrĂŞncias, com 15 mortes, superando janeiro, que teve 12 casos. No ano anterior, o cenário havia sido diferente, com janeiro registrando mais vĂtimas que fevereiro.
Quando observadas as regiões do estado, trĂŞs áreas lideram os nĂşmeros: a regional que abrange a capital e Bujari, a regiĂŁo do Juruá e o Alto Acre, todas com cinco mortes cada. Outras regionais apresentaram Ăndices menores, variando entre dois e trĂŞs casos.
Outro ponto destacado Ă© a localização das ocorrĂŞncias. Mais da metade das mortes aconteceu fora da faixa de fronteira, totalizando 15 casos, enquanto 12 foram registradas em municĂpios prĂłximos a paĂses vizinhos.



