Após deixar o PL, partido ligado ao senador Márcio Bittar, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que está em negociações finais para se filiar ao PSDB. Segundo ele, a decisão deve ser tomada até a próxima terça-feira (10), caso a direção nacional da sigla confirme sua entrada.
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Durante entrevista, o prefeito explicou que as conversas com o partido estão em fase de definição e que ainda terá uma nova rodada de diálogo com a cúpula nacional.
“Estamos em conversas finais com o PSDB nacional. Vou ter que falar com eles novamente esta semana, mas até terça-feira, se Deus quiser, a gente tem uma decisão final se eles vão ou não me aceitar dentro do PSDB”, declarou.
Caso a filiação seja confirmada, Bocalom afirmou que retornará a uma legenda pela qual já disputou diversas eleições ao longo da carreira política.
“Se me aceitarem, eu vou para uma casa onde fui candidato nada menos que seis vezes. Ganhei duas eleições em Acrelândia e disputei outras em Rio Branco e para o governo do Estado”, disse.
O prefeito também relembrou disputas anteriores e destacou que, em algumas delas, ficou próximo da vitória.
“Em 2010 faltou 0,5% para ganhar o governo e, em 2012, faltou 0,5% para ganhar a prefeitura. Então tenho certeza que o 45 está na cabeça da população”, afirmou, em referência ao número eleitoral do PSDB.
Apesar da saída do PL ter ocorrido após uma reconfiguração política dentro da sigla, Bocalom afirmou que não deixou o partido com ressentimentos.
“De jeito nenhum. Quem está na vida pública, especialmente no Executivo, tem que tomar muito cuidado com essa história de mágoa”, disse.
Ele citou episódios anteriores da própria trajetória política para justificar a postura.
“Eleição é sempre um momento. Eu aprendi que a gente precisa respeitar os momentos. O tempo dá conta de tudo”, afirmou.
Questionado sobre a relação com o senador Márcio Bittar, Bocalom disse que continua respeitando o aliado, apesar das divergências internas que resultaram em sua saída do partido.
“A relação continua a mesma. Eu reconheço o senador Márcio. É um projeto que ele tem, uma estratégia que ele montou, e eu respeito”, declarou.
Segundo o prefeito, a decisão sobre sua permanência ou não no PL acabou passando pela direção nacional da legenda, que também leva em conta o peso político do senador em Brasília.
“A influência do senador Márcio Bittar em Brasília é muito grande. Ele foi relator de orçamento e tem uma influência forte dentro do partido”, disse.
Mesmo fora da sigla, Bocalom afirmou que pretende seguir articulando seu futuro político e que novas portas podem surgir.
“A vida segue e tenho certeza que Deus abriu outras portas para nós”, concluiu.

