A noite da última terça-feira (24) foi marcada por cenas de horror em um condomínio no Bairro Farolândia, em Aracaju. Washington Luís da Silva Matos e Ane Jaqueline Costa Santos Matos morreram após caírem da janela do apartamento onde viviam, no 9º andar.
O episódio, que mobilizou unidades de resgate e a Polícia Científica, aconteceu em meio a uma violenta discussão conjugal que também deixou três vizinhos feridos ao tentarem impedir a tragédia.
De acordo com informações do portal g1, as investigações iniciais da Polícia Civil sugerem um cenário de agressão seguido de morte. A principal linha de apuração indica que Washington teria agredido a esposa e, na sequência, tirado a própria vida ao cair do edifício.
Vizinhos feridos e histórico de violência
A tentativa de ajuda por parte dos moradores do prédio resultou em novas vítimas. Três vizinhos tentaram entrar no imóvel para conter a briga e foram recebidos com golpes de faca.
-
Estado de Saúde: Uma vizinha de 57 anos passou por cirurgia no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e segue estável. Outras duas vítimas foram atendidas, uma em hospital particular e outra com ferimentos leves.
-
Passado de Agressões: Washington já havia sido condenado por violência doméstica contra Ane em 2021. Na época, ele a ameaçou de morte em duas ocasiões, mas não havia medida protetiva vigente no momento da tragédia em Aracaju.
-
Saúde Mental: O advogado da família relatou que o casal enfrentava problemas graves de saúde mental, incluindo alucinações diárias e quadros de paranoia.
Resumo do caso: tragédia na Farolândia (2026)
Confira os pontos esclarecidos e os itens que ainda aguardam perícia:
| Ponto da Investigação | Detalhes Confirmados |
| Local do Fato | Bairro Farolândia, Aracaju |
| Vítimas Fatais | Washington Luís e Ane Jaqueline |
| Feridos | 3 vizinhos (esfaqueados ao tentar intervir) |
| Histórico Criminal | Condenação por violência doméstica em 2021 |
| Itens Apreendidos | Celulares, faca, computadores e imagens de câmeras |
| Tempo de União | Mais de 20 anos (não tinham filhos em comum) |
A Polícia Militar ainda não classificou oficialmente o caso como feminicídio, aguardando o laudo pericial dos objetos encontrados no apartamento. Segundo publicado pelo g1, a polícia agora foca na análise das imagens das câmeras de segurança e nos equipamentos de informática para entender o que desencadeou o surto violento. A tragédia abalou a comunidade de Aracaju, levantando discussões sobre o suporte psiquiátrico a famílias em crise e a segurança de terceiros que tentam intervir em conflitos domésticos.
