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Deputados da base vivem situação delicada quando o assunto é partido

Por Everton Damasceno, ContilNet

Deputados da base enfrentam situação difícil

Deputados da base enfrentam situação difícil/Foto: Reprodução

Alguns deputados estaduais estão vivendo um momento difícil em relação ao futuro partidário para a disputa de 2026. Isso porque o prazo da janela partidária, que permite a troca de partido por quem tem mandato, acaba no próximo dia 3 de abril, e uma decisão precipitada pode comprometer o projeto de reeleição.

A situação é mais complicada para alguns parlamentares da base do governo, que ainda não sabem para quais partidos devem ir, a saber: Luiz Gonzaga (PSDB), Michelle Melo (PDT), Chico Viga (PDT), Afonso Fernandes (Solidariedade) e Gilberto Lira (União Brasil).

O próprio governo tem feito uma manobra para acomodar esses parlamentares nos partidos da base, como a federação União Progressistas e o MDB. O PL está fora dessa proposta porque quer apenas um político com mandato na chapa, o deputado Arlenilson Cunha, com a pretensão de eleger novos nomes.

Os deputados citados acima têm evitado falar sobre o assunto com a imprensa e aguardam uma definição nos próximos dias.

Michelle e Pablo Bregense têm sido cortejados pela federação União Progressistas, e Gilberto Lira já foi convidado pelo MDB, com a ida quase sacramentada, pelo que apurou o ContilNet. Chico Viga e Afonso não têm destino definido.

O fato é: seja o MDB ou a federação, ambos oferecem chapas arriscadas aos deputados, devido aos nomes de peso que já disputam pelos dois grupos e à quantidade limitada de cadeiras que cada partido deve conquistar.

O MDB, por exemplo, terá quatro deputados com mandato disputando, no máximo, pelas quatro cadeiras que o partido pode conquistar. Mas o que vai acontecer com Marcus Alexandre, que tem densidade eleitoral e é uma das promessas do partido para 2026? A briga não será fácil.

A federação União Progressistas também será uma “chapa da morte”, mesmo para os novos abrigados que têm mandato, pois fortes nomes de peso disputam pela aliança e também haverá limitação na conquista de cadeiras.

Não se trata de uma decisão fácil. Esta, inclusive, é tão importante quanto cair de cara na campanha. Dependendo da casa que se escolher, será o mesmo que ficar sem teto.

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