A minissérie “Emergência Radioativa”, que estreou na Netflix em 18 de março, tem conquistado o público ao dramatizar o maior acidente radioativo do mundo fora de uma usina nuclear.
No entanto, para o ator Paulo Gorgulho, o projeto é um reencontro com o passado. Trinta e seis anos após estrelar o primeiro grande filme sobre o tema, ele retorna à história de Goiânia em uma posição oposta na hierarquia da tragédia.
Em 1990, no filme “Césio 137 O Pesadelo de Goiânia”, dirigido por Roberto Pires, Gorgulho interpretou Wagner Mota Pereira, um dos catadores que encontrou a cápsula de aço contendo o cloreto de césio. No longa, ele vivia o drama de quem, por ignorância, desencadeou a contaminação.
Do Catador ao Diretor da CNEN
Na produção da Netflix em 2026, a transformação é completa. Paulo Gorgulho agora dá vida a Benny Orenstein, personagem baseado no físico José de Julio Rozental.
Com informações do O Globo.
Como diretor da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), seu papel na série é o de capitanear os esforços científicos para conter a radiação e salvar a população o exato oposto do catador vulnerável que interpretou há três décadas.
“(A série é) Um reconhecimento da tragédia, um reconhecimento da gravidade do que aconteceu, mas um tributo à coragem e à disposição da população e da comunidade científica”, afirmou o ator em entrevista ao jornal O GLOBO.
Onde Assistir ao Filme Original?
Para os curiosos que desejam comparar as atuações, o filme de 1990, que conta com Paulo Betti, Nelson Xavier e Joana Fomm, foi restaurado digitalmente em 2021 e está disponível gratuitamente no YouTube. A obra é considerada um documento histórico essencial para entender a percepção pública da época sobre o desastre.
