O que era para ser um dos dias mais especiais da vida de Walefy da Fonseca Silva acabou marcado por tensão e frustração. O pai denunciou um suposto calote envolvendo a encomenda de 300 brigadeiros para a festa de aniversário de um ano do filho, realizada no último sábado (28).
Segundo Walefy, a preparação da comemoração vinha sendo feita há meses. “Aniversário de um ano do filho da gente, primeiro filho… a gente vinha preparando isso há muito tempo”, relatou.
De acordo com ele, a irmã ficou responsável por encomendar os doces e realizou o pagamento antecipado. Ainda conforme o pai, na quinta-feira anterior ao evento, o perfil comercial da confeiteira, chamado “Belas Brigadeiro”, teria sido desativado em uma rede social, o que despertou preocupação.
Conversa entre Walefy e a confeiteira. Foto: Reprodução
Mesmo assim, no sábado (28), dia da festa, a fornecedora teria mantido contato e garantido que a produção estava em andamento. “Ela dizia: ‘vou fazer, vou fazer’, dando indícios de que estava produzindo”, afirmou.
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Entrega teria atrasado horas
Por volta das 13h30, um familiar foi até o endereço informado para buscar os brigadeiros, mas, segundo a família, não havia ninguém no local. A entrega teria sido prometida para as 15h30, o que não aconteceu. “Faltando duas horas para o aniversário do meu filho, como é que eu vou conseguir 300, 400 brigadeiros?”, desabafou Walefy.
Ainda segundo o relato, os doces só teriam sido entregues por volta das 20h, quando a festa infantil já estava em andamento, e feitos por uma outra doceira. Segundo o pai, familiares foram até a casa da confeiteira, pegaram as forminhas personalizadas, e levaram para uma outra profissional. “Ela conseguiu fazer o impossível, que foi entregar esses doces ainda no mesmo dia. Foram 300 brigadeiros”.
Mensagens atribuídas a familiar citam outros casos
Após a situação, uma pessoa que se apresentou como irmã da confeiteira enviou mensagens ao pai pedindo desculpas e afirmando que a jovem estaria enfrentando problemas pessoais e que a situação não seria isolada. A reportagem optou por não divulgar a íntegra das mensagens devido ao teor das declarações e por se tratarem de acusações ainda não comprovadas, mas tentou contato com a confeitera, que não respondeu. O espaço, no entanto segue aberto.
A família informou que registrou boletim de ocorrência e que deve procurar o Juizado Especial Cível para tentar reaver possíveis prejuízos.

