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Gladson diz que cogitou “chapão” para testar grupo e vai exonerar indicados

Por Everton Damasceno, ContilNet

Pelo menos três deputados deixaram o grupo governista

Pelo menos três deputados deixaram o grupo governista | Foto: ContilNet

O governador Gladson Camelí declarou em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (18) que a ideia de um “chapão”, onde todos os seus aliados disputariam a reeleição na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), funcionou como um teste.

Gladson comentou a situação na mesma ocasião em que foi questionado sobre a debandada que está ocorrendo em sua base na Aleac. Pelo menos três deputados deixaram o grupo governista e migraram para a base de apoio à pré-candidatura do senador Alan Rick ao governo.

“Foi uma ideia que foi colocada para ver realmente a reação dos parlamentares. Agora, se há um ditado na política, é o seguinte: às vezes as pessoas dizem: ‘ah, eu não vou disputar uma eleição pelo partido A porque é difícil de ganhar e é mais fácil ganhar no outro’. Quando disputei a eleição para deputado federal pela primeira vez, não perguntei quem era nosso concorrente; entrei para ganhar. Acredito que quem entra para disputar deve entrar com a intenção de vencer”, disse o governador.

“Agora, o governo não é o dono da razão. O que pudermos fazer para melhorar e oferecer um maior atendimento à população, faremos. Em termos de número de deputados eleitos ou reeleitos que compõem a nossa base, faremos o necessário para manter a grande maioria”, continuou.

Gladson afirmou que a saída dos parlamentares de sua base não ocorreu por falta de apoio e questionou:

“É uma proposta. Quando digo que, no meu subconsciente, quem saiu foi porque quis, não foi expulso. Tenham certeza de que não foi por falta de apoio do governo a cada parlamentar. E explico por quê: qual foi o governo anterior que, durante todo esse tempo, deu mais de 5 milhões em emendas para cada deputado estadual?”

“Todos foram contemplados. Quem reclama é porque quer reclamar, porque está de bucho cheio, e isso está tudo certo. Agora, é hora de gastar sola de sapato para ir atrás de votos”, acrescentou.

Quando questionado sobre a possibilidade de uma onda de exonerações nos próximos dias devido à saída de ex-aliados da base, Gladson foi categórico e citou como exemplo o caso da ex-prefeita Fernanda Hassem, que decidiu apoiar Alan Rick.

“Sim, hoje recebi, por exemplo, o pedido de exoneração da ex-prefeita Fernanda Hassem. Em nenhum momento houve pressão minha para que ela pedisse isso. Acolhi seu pedido e já encaminhei para a Casa Civil. Além disso, outros também terão que se atentar. O que não dá é passar três anos e pouco usufruindo das benfeitorias do governo e, quando chega a hora do ‘vamos ver’, fugir. Cada um deve seguir sua própria consciência, porque a minha consciência, por exemplo, é meu guia”, finalizou.

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