Apesar de o Brasil registrar a circulação dos quatro sorotipos do vírus da dengue, o Acre ainda apresenta um cenário mais restrito, com apenas dois deles – DENV-1 e DENV-2 – identificados até o momento. No entanto, esse quadro pode mudar a qualquer momento, de acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), divulgado na última terça-feira (24).
Ainda segundo a pasta, a circulação de um novo sorotipo em Rondônia representa um fator de risco importante, já que a população pode não ter imunidade contra ele. Isso aumenta as chances de novos surtos e, em alguns casos, de agravamento da doença. “Qualquer um dos sorotipos pode causar desde sintomas leves até quadros mais graves, podendo levar inclusive a óbitos”, destaca o boletim epidemiológico.
LEIA TAMBÉM: Apesar da queda, Acre aparece entre os três estados com maior incidência de dengue
Mesmo com esse alerta, os números de 2026 mostram um cenário mais controlado em comparação ao ano anterior. Até a 10ª semana epidemiológica, ou seja, até o último dia 14 de março, o Acre registrou 1.070 casos prováveis de dengue, com 493 confirmações. No mesmo período de 2025, foram mais de 4,9 mil casos prováveis e 4,6 mil confirmados.
A redução é significativa: queda de 78,6% nos casos prováveis e de 89,3% nos confirmados. Ainda assim, as autoridades de saúde reiteram que o momento exige cautela, já que a proximidade com áreas onde há circulação de outros sorotipos, como o DENV-3, exige vigilância contínua para evitar uma nova escalada da doença.
O boletim também destaca que o monitoramento frequente tem papel essencial para orientar ações de prevenção e controle, especialmente em municípios com maior risco de transmissão. A recomendação segue sendo a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e a busca por atendimento médico ao surgimento de sintomas como febre, dor no corpo e atrás dos olhos.

