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Grupo ‘Radical é a Mudança’ anuncia apoio a Josimar para o 2º turno na Ufac

Por Ithamar Souza e Maria Fernanda Arival, ContilNet

Marco Amaro e Josimar Ferreira

Marco Amaro e Josimar Ferreira/Foto: Reprodução

O candidato a reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Josimar Batista, divulgou uma nota da sua chapa “Dialogando com as pessoas e construindo o futuro” após o grupo “Radical é a mudança” declarar apoio à chapa. A nota foi publicada em seu perfil do Instagram.

A decisão foi tomada durante uma reunião realizada na noite de quinta-feira (20), na sede da Associação dos Docentes da Ufac (Adufac).

O segundo turno da eleição está marcado para a próxima quinta-feira (26). No primeiro turno, a chapa liderada pelo professor Carlos Paulo de Moraes, teve 44,40% dos votos válidos. Já a chapa de Josimar Batista alcançou 38,35%, enquanto a chapa da professora Raquel Ishii ficou com 17,25%.

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No primeiro turno, dos 14.068 estudantes matriculados, 4.357 votaram. Entre os docentes, 766 dos 853 participaram da eleição. Já entre os técnicos-administrativos, 622 de um total de 678 registraram voto.

A chapa “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro!” divulgou uma nota em agradecimento ao apoio da chapa “Radical é a mudança”. Em nota, a chapa destaca que o apoio não surge por acaso, e ‘nasce do reconhecimento de que a Ufac vive um momento que exige mudança’.

Veja a nota na íntegra:

“PELA MUDANÇA QUE A UFAC PRECISA”

A chapa “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro” recebe com responsabilidade o apoio do Grupo “Radical é a Mudança”, nas pessoas da professora Raquel Ishii e da professora Suerda Vital neste segundo turno. Esse apoio não surge por acaso, ele nasce do reconhecimento de que a UFAC vive um momento que exige mudança de postura, de prioridades e, principalmente, da forma de administrar.

Ao longo dessa caminhada, diferentes vozes apontaram problemas que já não podem mais ser ignorados: a falta de diálogo real com a comunidade acadêmica, decisões tomadas sem participação democrática e sem transparência, fragilidades na permanência estudantil, desvalorização de estudantes, técnicos e docentes e um ambiente que, em muitos momentos, gera insegurança e afasta ao invés de acolher. É justamente diante dessas realidades que nossos projetos se encontram.

Esse apoio representa a convergência de ideias e o compromisso de construir uma gestão que incorpore propostas, amplie perspectivas na forma dos seguintes princípios:  1. Atuação permanente em defesa da universidade pública, gratuita, autônoma, laica, inclusiva, popular, de qualidade, mantida com verbas públicas e socialmente referenciada; 2. Implementação da descentralização orçamentária e financeira como um dos fatores para alcançar a autonomia interna; 3. Defesa da gestão democrática centrada em órgãos deliberativos e alinhada aos interesses da universidade, em diálogo direto e contínuo com a sociedade; 4. Formulação e ampliação de políticas de inclusão, de acesso e de permanência de grupos humanos historicamente minorizados (mulheres, pessoas pretas, pessoas indígenas, pessoas surdas, pessoas migrantes e refugiadas, pessoas neurodivergentes, pessoas transsexuais, pessoas com deficiências, comunidades ribeirinhas, quilomboras, pessoas em situação de rua, entre outras); 5. Reconhecimento e respeito à liberdade sindical, ao movimento estudantil e suas atividades como parte constitutiva da atuação e desenvolvimento de docentes, discentes e TAEs, e como exercício da democracia interna na Ufac.

Não se trata de simplesmente somar chapas, mas de fortalecer um projeto coletivo, baseado na escuta, na transparência, no respeito às diferenças e na defesa firme de uma universidade democrática, onde ninguém seja perseguido por pensar diferente e onde o diálogo seja o caminho para resolver conflitos e avançar. 

Sabemos que não existe transferência automática de votos. O que existe é coerência, compromisso e a capacidade de construir confiança. Por isso, nosso chamado é direto a cada estudante, técnico e docente que acredita na necessidade de mudança: esse é o momento de transformar insatisfação em decisão, de escolher um caminho que una ao invés de dividir, que dialogue ao invés de impor e que valorize as pessoas que constroem a UFAC todos os dias.

No segundo turno, mais do que escolher uma chapa, a comunidade acadêmica decide se a universidade continuará distante de seus próprios integrantes ou se dará um passo firme em direção a uma gestão mais humana, participativa e comprometida com a realidade de quem vive a UFAC.

A mudança não é promessa. É compromisso. E ela se constrói agora e com a participação efetiva de toda a comunidade. 

Josimar Batista Ferreira – Candidato à Reitoria
Marco Amaro – Candidato à Vice-Reitoria

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