Hoje é o Dia do Cuscuz, e se tem um alimento que representa bem a nossa cultura alimentar, especialmente aqui no Norte, é ele. Presente no café da manhã, no pré-treino ou até nas refeições principais, o cuscuz é um clássico, simples, acessível e cheio de história.
E aqui no Acre, ele ganha uma versão ainda mais marcante: a famosa baixaria. Uma combinação intensa, saborosa e muito querida, mas que também exige atenção quando o assunto é saúde.
O cuscuz é vilão ou aliado?
O cuscuz, feito a partir do milho, é uma excelente fonte de carboidrato, responsável por fornecer energia para o corpo.
✔️ Sem glúten
✔️ Fácil digestão
✔️ Prático e acessível
Mas ele tem um ponto importante: é pobre em proteína e fibra. Ou seja, quando consumido sozinho, pode gerar fome rápida e baixa saciedade.
O erro mais comum
O problema não está no cuscuz, mas na forma como ele é consumido.
- Cuscuz com manteiga apenas
- Cuscuz em grandes quantidades
- Falta de proteína na refeição
Isso favorece picos de glicose e mais fome ao longo do dia.
E a baixaria acreana?
A tradicional baixaria, geralmente composta por cuscuz, carne moída, ovo e temperos, é um prato culturalmente rico — mas também calórico e mais pesado, principalmente dependendo do preparo e da quantidade de gordura utilizada.
Isso não significa que você precisa excluir.
O segredo está no equilíbrio.
Como consumir de forma mais estratégica?
✔️ Mantenha o cuscuz, mas ajuste a quantidade
✔️ Prefira carnes magras ou reduza o excesso de gordura
✔️ Controle o uso de óleo e manteiga
✔️ Inclua vegetais sempre que possível
✔️ Evite consumir com frequência exagerada
Dica prática:
Uma baixaria adaptada pode ser uma ótima refeição pós-treino ou café da manhã reforçado, desde que bem ajustada.
Cuscuz e baixaria engordam?
Nenhum alimento isolado engorda.
O ganho de peso está ligado ao excesso ao longo do dia.
Tanto o cuscuz quanto a baixaria podem fazer parte da rotina, o que muda é a forma, a frequência e a quantidade.
Valorizar alimentos regionais como o cuscuz e a baixaria também é valorizar nossa cultura.
A nutrição não precisa excluir, ela precisa ensinar a ajustar.
Com equilíbrio, é possível manter suas raízes e ainda cuidar da sua saúde e dos seus resultados.
Referências Bibliográficas:
Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO); Guia Alimentar para a População Brasileira – Ministério da Saúde.

Luana Diniz
Foto: Clara Lis
Luana Diniz – Nutricionista Clínica Esportiva | CRN7 16302
Nutricionista e atleta, formada pela Universidade Federal do Acre (UFAC) e pós-graduada em Nutrição Clínica Esportiva. Referência em emagrecimento, hipertrofia e recomposição corporal, com foco em resultados sustentáveis e estratégia individualizada.
Realiza atendimentos presenciais em Rio Branco (AC) e online, auxiliando pacientes a melhorar a relação com a alimentação, otimizar performance e transformar o corpo com consistência, sem radicalismos.
É colunista do ContilNet e parceira da Be Strong Fitness, levando informação de qualidade e prática para o dia a dia.
📲 Agendamentos e conteúdos: @luanadiniznutricionista
