Thiago Augusto Sampaio Borges, de 43 anos, investigado no caso que apura a morte da acreana Joycilene Sousa de Araújo, a Joyce, foi preso pela Polícia Federal em Natal, no Rio Grande do Norte. A detenção ocorreu em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais no âmbito de investigação por violência doméstica.
A ordem judicial está relacionada à apuração do crime de divulgação de cena de estupro, sexo ou pornografia, supostamente praticado no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, conforme prevê a Lei Maria da Penha. A prisão foi realizada no dia 13 de fevereiro, e o investigado foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal na capital potiguar.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, a medida cautelar foi decretada para assegurar a aplicação da lei penal. De acordo com o órgão, Thiago não foi localizado para citação pessoal e, após ser citado por edital, não apresentou manifestação nem constituiu advogado no processo.
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A Justiça do Rio Grande do Norte atuou apenas no cumprimento da decisão judicial, uma vez que o processo principal tramita em Minas Gerais. Até a última atualização, o investigado permanecia custodiado no estado, à disposição do Judiciário mineiro.
A Polícia Civil do Acre informou que a prisão não altera o andamento das investigações que tramitam no estado relacionadas ao Caso Joyce, que seguem sob segredo de Justiça.
Audiência marcada em Itabira
Antes da prisão, a Justiça de Itabira havia designado para 7 de maio de 2026 audiência de instrução em outro processo no qual Thiago responde por desobediência e falsa identificação. O episódio ocorreu em 17 de dezembro de 2024, durante cumprimento de diligência policial no bairro Barreiro, em Itabira.
Na ocasião, policiais civis foram até o endereço do investigado para entregar intimação vinculada ao caso que envolve Joyce. Durante a ação, o celular e o veículo dele foram apreendidos. O carro estava relacionado a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça acreana.
Por se tratar de infrações de menor potencial ofensivo, foi lavrado termo circunstanciado, e o investigado assumiu o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal.
O Caso Joyce
Joycilene Sousa de Araújo morreu em 17 de novembro de 2024, no Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre, após parada cardíaca decorrente da ingestão de medicamentos de uso controlado uma semana antes. A família contesta a versão de que se trata apenas de morte autoprovocada e sustenta que houve contexto de violência psicológica e patrimonial.
Os familiares atribuem a Thiago condutas que incluem indução ao suicídio, além de prejuízo financeiro estimado em cerca de R$ 200 mil. Ele nega as acusações e, em declarações anteriores à imprensa, afirmou ser alvo de calúnia e difamação.
Dias antes da morte, Joyce havia procurado a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher para solicitar medida protetiva e buscar a devolução de um veículo avaliado em aproximadamente R$ 100 mil, adquirido em seu nome. Segundo a família, o automóvel foi comprado nessa modalidade porque o investigado receberia benefício previdenciário, o que teria impedido a formalização da compra em seu nome.
O caso ganhou repercussão após mobilização nas redes sociais e passou a ser acompanhado pelo Ministério Público do Acre. Mais de um ano após a morte da gerente, a família afirma que segue em busca de esclarecimentos e responsabilização.
Com informações G1AC
