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Mailza e Gladson fecharam com Bittar, e o MDB ficou com o que deu

Por Everton Damasceno, ContilNet

Gladson, Bittar, Mailza e Jéssica/Foto: montagem

Gladson, Bittar, Mailza e Jéssica/Foto: montagem

Quem acompanha a celeuma envolvendo o MDB desde o ano passado se acostumou a ouvir de sua principal liderança, o ex-prefeito Vagner Sales, que o partido não abriria mão de ter uma candidatura ao Senado, participar da chapa majoritária e ainda contar com apoio às suas chapas proporcionais por parte de um dos pré-candidatos ao Governo. A caminhada foi longa até que a sigla decidisse apoiar a vice-governadora Mailza Assis, mesmo sendo cortejada pelo senador Alan Rick.

Até a semana passada, Vagner mantinha a esperança de ver a filha, Jéssica Sales, na disputa pelo Senado, mesmo sabendo que todas as articulações apontavam para a escolha do senador Marcio Bittar, do PL, como o nome da segunda vaga, tendo o governador Gladson Camelí como o primeiro.

Dito e feito. Ainda nesta sexta-feira, o Progressistas bateu o martelo e anunciou que a aliança com o PL será oficializada na próxima segunda-feira (9), durante um megaevento na sede do partido. Na prática, está definida a dobradinha ao Senado: Gladson Camelí e Marcio Bittar.

Com isso, o MDB, que inicialmente buscava mais espaço na composição, acabou ficando com o que foi possível negociar: apoio às chapas proporcionais — o que foi confirmado à reportagem do ContilNet por lideranças ligadas à Mailza — e a possibilidade de indicar Jéssica Sales como vice na chapa majoritária. É importante destacar: trata-se de uma possibilidade real, mas ainda não de uma definição.

Jessica é ex-deputada federal pelo MDB/Foto: ContilNet

Sem Jéssica, disputa ao Senado perde força

A disputa ao Senado perde força sem uma candidata do calibre de Jéssica Sales, especialmente pelo trabalho que realizou como deputada federal e pela densidade eleitoral que demonstrou nas últimas eleições.

Vagner

Fontes ligadas ao governo afirmam que a articulação entre PL e Progressistas não foi bem recebida por Vagner Sales. Ainda assim, reconhecem que o cenário político exige concessões nesse tipo de negociação.

Vagner é presidente da executiva estadual do MDB/Foto: Reprodução

Segundo uma dessas fontes, o MDB não pode correr o risco de perder protagonismo novamente, como ocorreu na última eleição, e por isso as peças desse tabuleiro político ainda devem se ajustar ao longo do processo.

MDB prepara chapas fortes

Mesmo sem uma candidatura ao Senado apoiada pelo governo, o MDB pode surpreender em 2026 com chapas competitivas. Um dos nomes considerados fortes é o do ex-prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre, que desponta como possível candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

Além disso, conforme apurou a reportagem nos bastidores, o partido deve receber novos nomes de peso nos próximos dias, especialmente diante da possível debandada que se desenha no PSDB. Nos bastidores, a expectativa é de que novas movimentações políticas ocorram em breve.

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