Ministério da Cultura garante R$ 3 milhões para turbinar cinema e audiovisual no Acre

Para o Acre, esses recursos representam uma oportunidade de ouro para tirar projetos da gaveta

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Setor audiovisual lança entidade e estudo na busca de política pública

O setor cultural do Acre acaba de ganhar um fôlego extra com a retomada da Política de Arranjos Regionais do Audiovisual. Em uma iniciativa conjunta entre o Ministério da Cultura (MinC) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o estado foi contemplado com um investimento de R$ 3 milhões, destinados exclusivamente para fortalecer a produção cinematográfica e artística local.

A medida faz parte de uma estratégia de nacionalização do investimento público, que utiliza recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) em parceria com contrapartidas de estados e municípios. No Norte, o montante total chega a R$ 95 milhões, evidenciando um esforço para descentralizar a verba que, historicamente, ficava concentrada no eixo Rio-São Paulo.

Para o Acre, esses recursos representam uma oportunidade de ouro para tirar projetos da gaveta e profissionalizar ainda mais os fazedores de cultura da região.

Os recursos não estão restritos apenas à produção de filmes. O leque é amplo: a verba pode ser aplicada em ações de difusão, pesquisa, formação de novos profissionais, preservação de memória e até no desenvolvimento de jogos eletrônicos e conteúdos voltados para o público infantil.

Na prática, o modelo de “Arranjos Regionais” funciona como um multiplicador: o Governo Federal entra com uma parte e o poder público local com outra, garantindo que o dinheiro chegue diretamente na ponta, onde a cultura acontece.

Embora o foco esteja no fortalecimento das identidades locais, o Acre divide o cenário com outros estados vizinhos que também garantiram fatias generosas do bolo orçamentário. O Pará lidera os investimentos na região, enquanto cidades como Boa Vista e Manaus também aparecem com aportes específicos para suas capitais.

Confira como ficou a divisão por estado:

– Acre: R$ 3 milhões

– Amapá: R$ 20,7 milhões

– Amazonas: R$ 7,2 milhões

– Pará: R$ 28,56 milhões

– Roraima: R$ 6 milhões

– Tocantins: R$ 12 milhões

Além dos valores estaduais, capitais como Boa Vista (R$ 6 milhões), Macapá (R$ 3 milhões), Manaus (R$ 6 milhões) e Palmas (R$ 3 milhões) também receberão recursos diretos. Essa política, que não era realizada desde 2018, volta agora com ajustes técnicos para garantir que locais que historicamente não contavam com apoio financeiro federal possam finalmente estruturar suas cadeias produtivas.

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