23/08/2026

Pacientes relatam prejuízos de até R$ 24 mil em clínicas ligadas a médico acreano; entenda

Stanley Bittar aparece em reportagem do Metrópoles após acusações de golpe em clínicas de transplante capilar

Por Anne Nascimento, ContilNetAtualizado
Segundo os relatos, pacientes realizaram tratamentos preparatórios, como mesoterapia, mas a cirurgia prometida nunca aconteceu. Foto: Instagram

O médico acreano Stanley Bittar, cujo CRM foi cassado no Acre, voltou a ganhar repercussão nacional ao aparecer em reportagem de um site nacional envolvendo denúncias de golpes em clínicas de transplante capilar. Pacientes relatam terem pago valores que variam de R$ 1 mil a R$ 24 mil em procedimentos que nunca foram realizados, em unidades localizadas no Distrito Federal e em outras cidades do país.

Segundo os relatos, pacientes chegaram a realizar tratamentos preparatórios, como mesoterapia, mas a cirurgia prometida nunca aconteceu. Um deles, morador de Brasília, disse: “Eu raspo a cabeça totalmente desde os 24 anos e nunca usei boné ou qualquer acessório para disfarçar. É chato quando se tem a ilusão de que esse cenário pode mudar”.

Outro paciente de 31 anos, contou  ao Metrópoles que foi intimidado por advogado ligado à clínica ao tentar cobrar o cumprimento do procedimento. “Ele tentou me assustar e me pressionar, usando o fato de ser advogado para que eu desistisse das reclamações”, relatou.

Para manter as clínicas em funcionamento, entrou em cena a gestora Elo Vitae, responsável pelo arrendamento das unidades. A empresa cuida da administração diária, mas não é proprietária dos estabelecimentos. Segundo a gestora, ao assumir o comando, encontrou as unidades em situação irregular e com dívidas que somavam R$ 3,67 milhões.

Versão de Stanley Bittar

Em vídeo publicado nas redes sociais, Bittar reconheceu problemas na gestão de algumas unidades, mas negou responsabilidade direta pelas falhas.

“Pedimos desculpas sinceras a todos os nossos clientes e colaboradores. A gestão escolhida não seguiu nossos princípios, e estamos tomando todas as medidas legais para retomar o controle das unidades”, afirmou.

Sobre o CRM cassado, ele esclareceu que se trata de questões éticas passadas ligadas ao marketing médico, que ainda serão julgadas pelo Conselho Federal de Medicina, e que isso não impede o funcionamento das demais clínicas. Ele ainda orientou pacientes de outros estados a suspender procedimentos até que a situação seja regularizada judicialmente.

“Confio que vamos reparar esse erro, e peço que vocês não se envolvam nesse momento de crise. As unidades de São Paulo e Chapecó continuam sob nossa gestão direta e seguras, e indico que confiem apenas nelas”, concluiu.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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