Reajuste no diesel entra em vigor neste sĂĄbado apĂłs anĂșncio da Petrobras

O reajuste ocorreu um dia apĂłs o governo federal anunciar medidas para conter a alta dos combustĂ­veis

Por Suene Almeida 14/03/2026

O preço do diesel sofreu reajuste a partir deste sĂĄbado (14), apĂłs anĂșncio feito pela Petrobras na vĂ©spera. O aumento foi de R$ 0,38 por litro no diesel A vendido Ă s distribuidoras, mas o impacto ao consumidor final deve ser menor devido Ă  desoneração de tributos federais anunciada pelo governo federal.

De acordo com a estatal, considerando a mistura obrigatĂłria do combustĂ­vel — composta por 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste representa acrĂ©scimo mĂ©dio de R$ 0,32 por litro no diesel B, comercializado nos postos.

Com a mudança, o preço médio do diesel A fornecido pela Petrobras às distribuidoras passa a ser de R$ 3,65 por litro. Jå a participação da companhia no valor final do diesel B vendido ao consumidor serå, em média, de R$ 3,10 por litro.

O reajuste ocorreu um dia após o governo federal anunciar medidas para conter a alta dos combustíveis. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inåcio Lula da Silva determinou a isenção das cobranças de PIS e Cofins sobre o diesel, medida que, segundo a Petrobras, ajudou a reduzir o impacto do aumento. Sem a desoneração, o repasse poderia chegar a R$ 0,70 por litro.

Em nota, a empresa informou que o efeito do reajuste às distribuidoras serå parcialmente compensado pela retirada dos tributos federais. A Petrobras também confirmou adesão ao programa de subsídios criado pelo governo.

Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) apontam que, antes do reajuste, o preço praticado pela estatal estava cerca de 72% abaixo da paridade internacional de importação, equivalente a uma diferença de R$ 2,34 por litro. A defasagem ocorreu após a valorização do petróleo Brent, que saltou de aproximadamente US$ 70 para cerca de US$ 100 o barril entre o fim de fevereiro e o início de março.

Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (13), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que novos ajustes não estão descartados e podem ocorrer conforme o cenårio do mercado. Segundo ela, a política de preços da companhia busca evitar o repasse imediato das oscilaçÔes internacionais ao mercado interno.

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