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Vereadores acionam vigilância após acharem carne com mau odor no estoque de merenda em Sena

Por Ricardo Amaral, ContilNet

Após denúncias, vereadores identificam irregularidades na merenda escolar em Sena

Após uma série de denúncias envolvendo a qualidade da merenda escolar em Sena Madureira, os vereadores Ivoneide Bernardino (PL) e Menandro Costa (PSD) realizaram, na manhã desta quinta-feira (26), uma visita ao setor de armazenamento de alimentos da rede municipal. O local funciona no prédio da antiga escola Guttemberg Modesto da Costa.

Durante a inspeção, os parlamentares foram recebidos pela nutricionista responsável e pelo fiscal de contrato. A visita teve como objetivo verificar possíveis irregularidades no armazenamento de carnes destinadas à alimentação dos alunos da rede pública.

De acordo com ofício encaminhado à Vigilância Sanitária Municipal, os vereadores constataram diversas situações preocupantes. Entre elas, carnes bovinas embaladas e armazenadas de forma inadequada, produtos entregues em desacordo com o contrato, que previa cortes como coxão mole, mas que, segundo o relatório, foram substituídos por carne moída, além de alimentos apresentando mau odor.

Diante da gravidade das constatações, os parlamentares solicitaram uma inspeção urgente por parte da Vigilância Sanitária, a fim de avaliar as condições do local e adotar as medidas cabíveis.

Queixas de pais reforçam preocupação

Nos últimos dias, a qualidade da merenda escolar tem sido alvo de críticas por parte de pais de alunos. Entre as principais reclamações estão a ausência frequente de itens básicos como carne, frango e frutas, essenciais para uma alimentação equilibrada.

Outro ponto que tem gerado indignação é a oferta de alimentos enlatados para as crianças. Pais questionam o uso recorrente de conservas, destacando preocupações com a saúde dos estudantes devido ao alto teor de sódio e à presença de conservantes nesses produtos.

A situação levanta um alerta não apenas sobre a qualidade da alimentação oferecida nas escolas, mas também sobre a fiscalização dos contratos e o cumprimento das normas sanitárias.

A reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Educação para esclarecimentos sobre o caso, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

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