Veto de Moraes a visita de assessor dos EUA pode causar taxa ao Brasil, diz Flávio

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O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que negou a visita do assessor do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha.

Em publicação na rede X, o senador acusou Moraes de criar uma tensão diplomática desnecessária entre Brasil e Estados Unidos ao proibir a visita de Beattie.

“Alexandre de Moraes, mais uma vez, arrumando confusão com os EUA por NADA! Depois taxam o Brasil e vão querer colocar [a culpa] na nossa conta. Moraes é tóxico, afundou a imagem do Judiciário e agora está criando um problema MASTER para o Brasil. Qual é o problema de o sujeito [Darren Beattie] visitar o meu pai? A não ser que haja algo para esconder”, destacou em publicação com uma matéria comentando a decisão do ministro.

Alexandre de Moraes, mais uma vez, arrumado confusão com os EUA por NADA!

Depois taxam o Brasil e vão querer colocar na nossa conta.

Moraes é tóxico, afundou a imagem do Judiciário e agora está criando um problema MASTER para o Brasil.

Qual é o problema de o sujeito visitar… pic.twitter.com/BZaYkDlBSQ

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) March 13, 2026 Moraes revogou, na quarta-feira (12) a autorização que ele próprio havia concedido para a visita de Beattie ao ex-presidente. Na decisão, o ministro concluiu que “a realização da visita de Darren Beattie, requerida nestes autos pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras”.

A reviravolta ocorreu após o Itamaraty informar a Moraes que o visto de Beattie foi concedido exclusivamente para participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, evento marcado para 18 de março em São Paulo, e que a visita ao ex-presidente nunca constou dos objetivos comunicados pelo governo norte-americano.

O pedido de visita ao ex-presidente, segundo o ofício, “foi solicitado por intermédio dos advogados do ex-presidente, de modo que jamais tramitou pelo Ministério das Relações Exteriores ou foi sequer objeto de comunicação destinada a este Ministério”.

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A defesa de Jair havia solicitado a visita em 10 de março e pediu que ela ocorresse “no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde”, fora do calendário regular de visitação do presídio.

Moraes havia deferido o encontro, mas negado a alteração de data. Segundo o ministro, “não há previsão legal ou excepcionalidade para realizar alteração específica de dia de visitação”, uma vez que “os visitantes devem se adequar ao regime legal do estabelecimento prisional e não o contrário”.

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