A lista que assusta os poderosos: saco, bisaco, trisaco e… amantes

É quase chocante abrir a lista e se deparar com a sequência que retrata a velha engrenagem do poder: fulano, sicrano, beltrano, puxa-saco, bisaco, trisaco e… amantes, muitas amantes

Por Wania Pinheiro, ContilNet 17/04/2026 Atualizado: há 1 hora

Dos bastidores do poder, uma lista extensa de nomeações do governo estadual chegou a esta colunista. A informação é quente e há dias vem provocando tensão entre políticos, empresários influentes e seus grupos mais próximos. A tão famosa “lista sensível”, é, na verdade, nitroglicerina pura. 

Segundo informações repassadas à coluna, trata-se de uma relação robusta de cargos distribuídos dentro da estrutura do Estado, organizada de forma detalhada. No cabeçalho de cada bloco de nomes, está o grande beneficiado, geralmente políticos, empresários e figuras com forte influência nos corredores do poder.

Até aí, nada que surpreenda quem acompanha a política de perto. O uso da máquina pública para acomodar aliados, parentes, amigos e pessoas ligadas aos grupos de sustentação sempre foi uma prática comum nas cortes administrativas.

O que teria causado verdadeiro pânico, porém, é a possibilidade de a governadora Mailza Assis promover um pente-fino nas nomeações e não aceitar um tipo de indicação que, nos bastidores, vem sendo tratado como inaceitável: a presença de amantes de políticos e empresários influentes na folha do governo.

É quase chocante abrir a lista e se deparar com a sequência que retrata a velha engrenagem do poder: fulano, sicrano, beltrano, puxa-saco, bisaco, trisaco e… amantes, muitas amantes. Geralmente belas dondocas bem conhecidas nos bastidores políticos.

A frase, que circula em tom de ironia e denúncia nos bastidores, resume a percepção de que alguns setores teriam ultrapassado todos os limites ao transformar cargos públicos em moeda de favores pessoais.

“Nomeações políticas não são ilegais. Todo governante precisa de aliados, principalmente de quem tem mandato e de empresários influentes. Mas a governadora não vai aceitar amantes. Isso ela não deve admitir”, afirmou o informante, que é evangélico praticante.

Na sua avaliação, Mailza poderá até manter a maioria dos indicados ligados à base aliada, sobretudo daqueles que ajudaram em sua trajetória política e devem permanecer estratégicos para a governabilidade.

Mas, garantiu a essa colunista que há uma linha que não será cruzada.

“Por sua formação religiosa e pelo perfil público que sempre construiu, a expectativa nos bastidores é de que a governadora não aceite que a estrutura do Estado seja usada para acomodar relações extraconjugais ou interesses estritamente privados”, garante.

Se essa revisão realmente acontecer, o recado será duro e direto aos poderosos e suas amantes: uma coisa é o jogo político; outra, muito diferente, é usar o dinheiro público para bancar privilégios pessoais, e que, segunda a minha fonte, ‘desrespeitam o nome de Deus’.

Não me admiro se logo chegue uma ordem de Mailza nos corredores do Palácio: quem estiver nessa situação, que se prepare.



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