Dados do Boletim Epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), na última sexta-feira (17), apontam que o Acre registrou aumento de 45,9% no número de notificações de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em comparação com o mesmo período do ano passado.
Em 2025, o número de notificações foi de 609 casos, enquanto em 2026 o número saltou para 889 no mesmo período.
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Neste ano, os dados mostram um aumento significativo de internações por SRAG, a partir da semana epidemiológica 02 com oscilação no número de notificações, decréscimo de casos nas semanas 10 a 13, com sinal discreto de crescimento na semana 14.
As crianças de 0 a 9 anos e os idosos acima de 60 anos continuam sendo as faixas etárias mais suscetíveis, mais afetadas e com maiores taxas de internação.
Aumento nas hospitalizações
De acordo com o boletim, no Acre, entre janeiro e março de 2026, mostram que a situação epidemiológica da SRAG está caracterizada por aumento nas hospitalizações, impulsionando principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório, Rinovírus e Influenza A.
“O crescimento nas internações, por influenza A e VRS, mostra que o estado atingiu nível de alerta, no indicador geral de SRAG, principalmente nas hospitalizações de crianças pequenas. A concentração de casos segue a tendência das maiores densidades populacionais e polos regionais: Rio Branco (N=287), capital, e Cruzeiro do Sul (N=155), já apresentam estado de alerta para SRAG”, diz o boletim.
O cenário atual mostra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório) como o protagonista das internações. “Este é um dado crítico, pois o VSR é uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas e idosos, exigindo atenção redobrada das unidades de saúde neste início de ano”, afirma o documento.
Dados
Em 2026, das coletas realizadas em pacientes hospitalizados com SRAG, os resultados mostram VSR, Rinovírus, Influenza A Influenza A (H1N1) pdm09, Influenza A não subtipado, Sars-CoV-2, Adenovírus, H3/Sazonal, Metapneumovírus, Influenza A (H3N2), Influenza A não subtipável, Parainfluenza 1 e Bocavírus nos pacientes hospitalizados com diagnóstico de Pneumonia, Bronquite e Bronquiolites.
As informações apresentadas no informe baseiam-se nos dados das quatro Unidades Sentinelas para síndrome gripal (SG): UPA do 2º Distrito em Rio Branco, Hospital Raimundo Chaar em Brasiléia e UPA Jacques Pereira em Cruzeiro do Sul e UBS Maria de Fatima em Plácido de Castro, assim como, das unidades de internação para SRAG do estado.