Neste 2 de abril, data em que o mundo volta o olhar para a Conscientização do Autismo, o Acre apresenta indicadores que o colocam na vanguarda da educação especial no Brasil. Dados do Censo Escolar 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), revelam que o estado integra o seleto grupo de apenas quatro unidades da federação ao lado de Goiás, Roraima e Distrito Federal que garantem cobertura total de apoio pedagógico especializado em escolas regulares.
O avanço é sustentado por investimentos pesados em pessoal qualificado. Somente em 2026, o governo estadual efetivou cerca de 700 professores para atuar diretamente na mediação escolar. Essa estratégia diferencia o Acre de outros estados, que muitas vezes utilizam estagiários ou profissionais de nível médio para a função.
Salto nos Diagnósticos
O fortalecimento da rede de saúde e a maior sensibilidade pedagógica resultaram em um crescimento explosivo na identificação de neurodivergências. Segundo a Secretaria de Educação e Cultura (SEE), houve um aumento superior a 600% nos diagnósticos de autismo nos últimos anos. Em 2025, o censo apontou que aproximadamente 10% dos alunos da rede estadual possuem algum tipo de deficiência, exigindo uma adaptação constante das políticas públicas.
A Central de Referência e a Prática em Sala
Em 2024, a criação da Central de Referência em Educação Especial tornou-se o braço técnico das escolas, oferecendo suporte desde o diagnóstico educacional até a formação contínua de profissionais. Hadhianne Peres, chefe do Departamento de Educação Especial da SEE, explica que o foco é a acessibilidade dentro da escola comum.
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“Cada estudante passa por um estudo de caso para identificar potencialidades e barreiras. O suporte pode variar entre acompanhamento em sala com mediador, salas de recursos multifuncionais ou atendimentos individualizados, dependendo da necessidade”, afirma a gestora.
Permanência e Sucesso Escolar
Para o secretário de Educação, Aberson Carvalho, o objetivo vai além de colocar o aluno em sala de aula. “Nossa estrutura permite garantir não apenas o acesso, mas a permanência e o sucesso escolar. A legislação acreana assegura o profissional de apoio sempre que a necessidade for comprovada, focando na aprendizagem real”, destaca.
A rede conta ainda com assistentes educacionais para suporte em atividades de vida diária, como higiene e locomoção, garantindo que a inclusão seja feita de forma integral e segura para todos os estudantes do espectro autista.
