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Destaque 2

Acre tem a 2ª menor presença de religiões de matriz africana no Brasil

Por Fhagner Soares, ContilNet 24/04/2026 12:40
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O novo mapeamento da fé brasileira, traçado pelo Censo Demográfico 2022 (IBGE), expõe um cenário de baixa densidade para a Umbanda e o Candomblé no Acre. O levantamento revela que o estado possui um dos índices mais reduzidos de todo o território nacional: apenas 0,24% da população se declara pertencente a essas religiões.

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O número coloca o Acre em um contraste gritante com o topo do ranking. Para se ter uma ideia, a proporção de praticantes no Rio Grande do Sul (3,19%) líder nacional é mais de 13 vezes superior à registrada em solo acreano. O Rio de Janeiro aparece logo atrás, com 2,58%, sendo os dois únicos estados a superarem a barreira dos 2%.

Média brasileira de praticantes de religiões de matriz africana é de 1,05%, segundo o levantamento oficial/ Foto: Fhagner Soares

O “Vazio” na Região Norte

A Região Norte, como um todo, apresenta números tímidos se comparados ao Sul e Sudeste. O Acre ocupa a penúltima posição no bloco regional, ficando à frente apenas do Tocantins (0,14%), que detém o menor índice de todo o Brasil.

Confira a concentração na Região Norte:

Um recorte de resistência

A média nacional de praticantes de religiões de matriz africana é de 1,05%. O fato de o Acre estar muito abaixo dessa média (0,24%) levanta discussões sobre a migração religiosa e a predominância de outras crenças na Amazônia Ocidental.

Rio Grande do Sul surpreende estatística nacional ao concentrar a maior massa de praticantes de matriz africana/ Foto: Fhagner Soares, ContilNet

Curiosamente, o estado da Bahia, frequentemente associado ao Candomblé, registra exatamente 1% — um índice expressivo, mas que fica atrás de estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e até de São Paulo (1,47%).

Infográfico do IBGE mostra o Acre (0,24%) na base da pirâmide de adeptos da Umbanda e Candomblé no país/ Foto: Fhagner Soares

Para as lideranças religiosas locais, os dados do IBGE são uma ferramenta para entender a necessidade de políticas de combate à intolerância e para garantir que, mesmo sendo uma minoria estatística, essas comunidades tenham seus direitos e espaços de culto preservados em todo o Acre.

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