25/08/2026

Alerta! Acre pode enfrentar nova seca severa com avanço de ‘Super El Niño’

Após recorde de seca, Acre pode enfrentar novo cenário extremo

Por Suene Almeida, ContilNetAtualizado
Defesa Cívil realiza monitoramento sobre seca do Rio Acre — Foto: Juan Diaz, ContilNet

Mesmo após enfrentar uma das piores secas da história recente, o Acre pode voltar a viver um cenário crítico nos próximos meses. Especialistas alertam que um novo episódio do fenômeno El Niño pode intensificar ainda mais o calor e a falta de chuvas, principalmente na região Norte do Brasil.

De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, existe mais de 80% de chance de o fenômeno se formar no segundo semestre de 2026. A previsão acende um sinal de alerta para eventos extremos, como estiagens prolongadas e impactos no abastecimento de água e na produção de alimentos.

O El Niño acontece quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal. Essa mudança interfere nos ventos e no clima em várias partes do mundo. No Brasil, o efeito costuma ser desigual: enquanto o Sul registra chuvas intensas, o Norte e o Nordeste tendem a enfrentar períodos mais secos.

Esse cenário preocupa especialmente o Acre, que em 2024 sofreu com estiagem histórica. Naquele ano, o estado registrou níveis extremamente baixos nos rios, aumento de queimadas e dificuldades no transporte de comunidades isoladas. Em Rio Branco, o Rio Acre chegou a apenas 1,23 metro,  o menor nível já registrado desde o início do monitoramento.

Diante da possibilidade de uma nova seca severa, a prefeitura da capital já começou a se preparar. O prefeito Alysson Bestene afirmou que equipes da Defesa Civil e outros órgãos foram acionadas para montar um plano de contingência.

Segundo ele, a prioridade será garantir o abastecimento de água, principalmente nas áreas mais vulneráveis. A gestão também pretende antecipar ações para evitar que a população sofra com a falta de recursos básicos durante o período mais seco do ano.

 

Conteúdo Original / Fonte: Suene Almeida, ContilNet

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