Cacique Ă© condenado por crimes de violĂȘncia, cĂĄrcere privado e estupro

A pena total foi fixada em 18 anos, 8 meses e 15 dias de reclusĂŁo, em regime inicial fechado

Por Redação ContilNet 13/04/2026 Atualizado: hå 19 segundos

Um cacique foi condenado a mais de 18 anos de reclusĂŁo por crimes praticados contra a sua companheira, em uma aldeia em FeijĂł, municĂ­pio do interior do Acre. O MinistĂ©rio PĂșblico do Acre (MPAC) obteve a condenação apĂłs denunciar o rĂ©u por lesĂŁo corporal no contexto de violĂȘncia domĂ©stica, cĂĄrcere privado, constrangimento ilegal, estupro e supressĂŁo de documentos.

A pena total foi fixada em 18 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado. Ainda conforme a sentença, o réu poderå responder em liberdade até o trùnsito em julgado da condenação.

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De acordo com a denĂșncia, a vĂ­tima, que Ă© natural do ParanĂĄ, chegou Ă  Aldeia Boca da Grota em março de 2021, quando passou a conviver maritalmente com o homem.

Segundo o MPAC, as agressÔes físicas tiveram início em setembro de 2021. Um dos episódios foi presenciado pela filha dela, que visitava a mãe e relatou as discussÔes, agressÔes e ameaças para impedir que a mulher deixasse o local.

AgressÔes

A filha também relatou ter ouvido a mãe gritar de dor após o cacique dar uma cotovelada em seu ventre, quando estava gråvida. O MPAC afirma que, conforme os depoimentos colhidos no processo, as agressÔes contribuíram para a perda da gestação.

Ao longo do perĂ­odo em que morou com o cacique, a vĂ­tima foi impedida de sair da aldeia em diversas ocasiĂ”es, inclusive sob ameaças de morte. Em uma das situaçÔes, foi retirada Ă  força e levada para a residĂȘncia, onde foi forçada a manter relação sexual com o homem.

O MPAC fala, ainda, sobre outro episĂłdio em que a mulher foi agredida com um pedaço de madeira durante deslocamento na aldeia, sofrendo lesĂ”es confirmadas por exame pericial. A denĂșncia tambĂ©m aponta que a mulher foi mantida em isolamento, com a comunicação e locomoção restrita, alĂ©m de ter tido documentos pessoais retidos.

Após o resgate, realizado em junho de 2022 com a participação da Polícia Civil, do MPAC, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a vítima relatou ter sido submetida a abusos sexuais de forma reiterada.

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