A Copa do Mundo FIFA de 2026 deve se tornar a edição mais cara da história para os torcedores, segundo análise da Moody’s. O aumento expressivo nos preços de ingressos, hospedagem e deslocamento deve elevar significativamente o custo para quem deseja acompanhar o torneio de perto.
De acordo com o relatório da consultoria ligada à agência de risco, os valores dos ingressos podem ser “várias vezes superiores” aos registrados na edição de 2022, realizada no Catar — que já figurava entre as mais caras da história.
Ingressos devem disparar e atingir valores elevados
Os preços das entradas são um dos principais fatores que explicam a alta no custo total da experiência. Na última Copa, no Catar, os valores já haviam aumentado cerca de 40% em relação ao Mundial de 2018, na Rússia.
Além disso, os números impressionam quando se trata das partidas mais disputadas. Para a final, por exemplo, os ingressos chegaram a ultrapassar US$ 10 mil, o que, na conversão atual, pode superar R$ 50 mil.
Com isso, a tendência é que a edição de 2026 leve os preços a um novo patamar, dificultando o acesso do público geral e tornando o evento ainda mais elitizado.
Formato ampliado aumenta custos da viagem
Outro fator que contribui para o encarecimento da Copa é o novo formato do torneio. A edição de 2026 será a maior da história, com 48 seleções participantes e jogos distribuídos entre três países: Estados Unidos, México e Canadá.
Esse modelo exige mais deslocamentos entre cidades e até entre países, o que eleva os custos com transporte e logística para os torcedores.
Além disso, as longas distâncias entre as sedes devem aumentar a necessidade de voos internos, encarecendo ainda mais a experiência completa de quem pretende acompanhar vários jogos.
Hospedagem e turismo pressionam orçamento
A alta demanda por hospedagem nas cidades-sede também deve impactar diretamente o bolso dos torcedores. Grandes eventos esportivos costumam provocar aumento nas diárias de hotéis, principalmente em regiões próximas aos estádios.
Somado a isso, o custo com alimentação, transporte local e turismo tende a subir durante o período da competição, ampliando o gasto total da viagem.
Na prática, acompanhar a Copa pode se tornar inviável para parte dos fãs, que precisarão planejar com antecedência ou buscar alternativas mais econômicas.
Impacto econômico pode ser limitado
Apesar do alto custo para o público, o relatório da Moody’s indica que o impacto econômico da Copa para os países-sede pode ser mais restrito do que o esperado.
Isso porque boa parte da infraestrutura já está pronta, especialmente nos Estados Unidos, o que reduz investimentos diretos, mas também limita os ganhos associados a grandes obras.
Além disso, especialistas apontam que o aumento nos preços pode afastar parte dos torcedores, reduzindo o fluxo turístico em comparação com outras edições.
Copa pode se tornar menos acessível
O cenário desenhado para 2026 reforça uma tendência observada nos últimos anos: o encarecimento progressivo dos grandes eventos esportivos.
Com ingressos mais caros, viagens mais longas e custos elevados de hospedagem, a participação presencial em Copas do Mundo tende a se tornar cada vez mais restrita.
Por outro lado, o crescimento das transmissões digitais e da experiência online pode ganhar ainda mais relevância, permitindo que torcedores acompanhem o torneio sem sair de casa.
Tendência de alta deve continuar
A expectativa é que esse movimento de aumento de custos continue nas próximas edições da Copa do Mundo, acompanhando a valorização do evento e o crescimento da demanda global.
Dessa forma, a Copa de 2026 não apenas deve entrar para a história como a maior em número de seleções, mas também como uma das mais caras para o público.
Com informações Exame

