Estudantes de Medicina vivem ‘saga’ para chegar à Bolívia com ponte interditada no Acre

“Não está passando nada. Nem carro, nem moto. A gente tem que deixar tudo antes da ponte e atravessar andando”, conta

Por Matheus Mello, ContilNet 09/04/2026
📸 Foto: Reprodução/Redes socias

A interdição total da ponte sobre o Rio Abunã, que liga o Brasil à Bolívia na região de Plácido de Castro, tem imposto uma verdadeira saga a estudantes acreanos que cursam Medicina no país vizinho. Sem a passagem de veículos, o trajeto até a faculdade passou a ser feito a pé, em meio a lama, calor intenso e riscos estruturais.

Após vistoria técnica realizada por engenheiros especialistas, a ponte foi totalmente interditada para veículos devido a problemas estruturais. Segundo a Defesa Civil Municipal, foi identificado comprometimento no balanço e na transversina da estrutura, o que levou à liberação apenas para pedestres e ciclistas.

Na prática, a mudança alterou drasticamente a rotina de quem depende da travessia diária. Um vídeo publicado por uma estudante acreana nas redes sociais mostra as dificuldades enfrentadas. Ela relata que, antes da interdição, o trajeto até a faculdade era feito de van, mas agora os alunos precisam descer antes da ponte e seguir a pé.

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“Não está passando nada. Nem carro, nem moto. A gente tem que deixar tudo antes da ponte e atravessar andando”, conta.

A estudante também mostra a precariedade da estrutura, afirmando que a ponte está sendo sustentada apenas por cabos de aço. “Essas cordinhas aí, como vocês podem ver, é o que está segurando a ponte”, diz no vídeo.

Depois da travessia, o percurso continua. Segundo ela, os alunos ainda enfrentam uma caminhada de cerca de quatro a cinco quilômetros por ramais até chegar à universidade. Em dias de chuva, a situação se agrava com a lama, dificultando ainda mais o deslocamento.

“Hoje até está bom porque não choveu muito, mas quando chove fica bem complicado”, relata.

A rotina inclui ainda o retorno sob forte calor. “Tem que voltar todo aquele percurso. Pensa em um sol quente”, afirma.

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