Ex-atletas do Vasco-AC suspeitos de estupro coletivo serão ouvidos em audiência

Sessão é considerada decisiva e deve ouvir vítimas, testemunhas e os cinco réus pela primeira vez em juízo

Por Redação ContilNet 10/04/2026

A Justiça do Acre marcou para o próximo dia 16 a audiência de instrução e julgamento dos cinco ex-jogadores do Vasco da Gama-AC acusados de estupro coletivo contra duas mulheres, em Rio Branco. A sessão, que será realizada na Segunda Vara Criminal da Comarca, é considerada um dos momentos mais importantes do processo.

Serão interrogados os acusados Eric Serpa Santos de Oliveira, Bryan Peixoto Henrique Liziário, Alex Pires Bastos Júnior, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes. Além deles, também devem prestar depoimento as duas vítimas e testemunhas de acusação e defesa.

Depoimento das vítimas é ponto central

A expectativa gira principalmente em torno das declarações das vítimas, que devem dizer em juízo se confirmam ou não os relatos feitos anteriormente à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Esses depoimentos podem influenciar diretamente o rumo da ação penal.

Segundo denúncia do Ministério Público, o crime teria ocorrido na madrugada de 14 de fevereiro deste ano, no alojamento do clube, localizado na região da Baixada da Colina, na capital acreana.

Caso ganhou repercussão e chegou ao governo federal

O caso teve forte repercussão desde o início das investigações. Inicialmente, quatro jogadores chegaram a ser presos. Posteriormente, parte deles obteve liberdade provisória. Em março, a Justiça aceitou a denúncia e incluiu cinco atletas no processo, entre eles nomes que não estavam na fase inicial da investigação.

A repercussão ultrapassou o estado e chegou ao governo federal. Os ministérios das Mulheres e do Esporte criticaram uma homenagem feita por jogadores do Vasco-AC a colegas investigados, classificando o gesto como incompatível com os valores do esporte e reforçando a necessidade de respeito às vítimas.

Defesa nega acusações

A defesa sustenta que houve relação consensual e contesta as acusações. Advogados também têm questionado a condução das investigações e a existência de provas nos autos.

 

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