A saída da ministra Marina Silva do comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima foi oficializada nesta quarta-feira (1), após publicação em edição extra do Diário Oficial da União. A decisão marca o início de uma nova fase política para a ministra, que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições deste ano.
A mudança ocorre por causa das regras da legislação eleitoral brasileira, que obrigam autoridades que desejam concorrer a cargos públicos a deixarem suas funções meses antes do pleito. O objetivo é garantir igualdade entre os candidatos e evitar o uso da estrutura do governo durante a campanha.
Com a saída de Marina, quem assume o ministério é João Paulo Capobianco, até então secretário-executivo da pasta e considerado um dos principais colaboradores da ex-ministra. A troca faz parte de uma série de mudanças no governo federal, já que outros ministros também devem deixar seus cargos dentro do prazo legal.
A previsão é que cerca de 18 dos 37 ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se afastem para disputar as eleições. A regra de desincompatibilização também vale para governadores, prefeitos, secretários e dirigentes públicos que pretendem concorrer, exigindo o afastamento seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
