O governo do Acre sancionou o reajuste do auxílio-alimentação dos servidores públicos estaduais, elevando o valor para até R$ 800 para civis e R$ 700 para militares. A medida foi publicada no Diário Oficial (DOE), desta quinta-feira, 2, após aprovação na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) e integra um pacote de benefícios voltado à recomposição salarial do funcionalismo.
A mudança ocorre em meio a um cenário de mobilização de categorias e negociações entre sindicatos, parlamentares e o Executivo. O projeto foi aprovado por unanimidade, após dias de impasse e pressão dos servidores por melhorias salariais e ampliação de benefícios.
De acordo com o texto aprovado, o auxílio passa a ter valor unificado para os servidores civis, corrigindo distorções anteriores entre categorias. No caso dos militares, o benefício também foi ampliado, embora em valor diferente.
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Além disso, o pacote aprovado inclui o Reajuste Geral Anual de 5,08%, o que reforça o impacto financeiro das medidas no contracheque dos servidores.
Negociação e pressão marcaram aprovação
A construção do novo auxílio-alimentação foi resultado de articulação política e diálogo entre diferentes setores. Segundo parlamentares, a proposta inicial não atendia às expectativas das categorias, o que gerou insatisfação e intensificou a mobilização dos servidores.
Durante as discussões, representantes sindicais pressionaram por mudanças no texto e defenderam maior equilíbrio entre as categorias. O impasse foi superado após ajustes na proposta e mediação dentro da própria Aleac.
Deputados destacaram que o acordo final só foi possível com a união das categorias e a abertura do governo para negociação, evitando divisões internas entre servidores.
Pagamento começa em junho
Apesar da sanção, os novos valores do auxílio-alimentação devem começar a ser pagos a partir de junho de 2026, conforme planejamento orçamentário do Executivo estadual.
A medida é vista como um avanço dentro das reivindicações do funcionalismo, embora representantes das categorias afirmem que a luta por melhores condições salariais deve continuar.
