A mandioca, base da alimentação e da economia familiar no Acre, é o foco de uma nova ofensiva sanitária lançada pelo Governo do Estado. No Dia da Mandioca, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) aproveita a data para disparar um alerta crítico: a prevenção é a única barreira eficaz contra doenças devastadoras, como a vassoura-de-bruxa, que podem dizimar plantações inteiras.
Para garantir que a farinha e a raiz cheguem à mesa do consumidor com qualidade, o Idaf intensificou as ações de educação sanitária e inspeções técnicas. Segundo o instituto, o manejo adequado e a vigilância constante do produtor são os pilares para evitar prejuízos econômicos que afetam diretamente o sustento de milhares de famílias acreanas.
O inimigo silencioso: Vassoura-de-bruxa
A doença é uma das maiores vilãs da mandiocultura. O Idaf detalha que as plantas afetadas apresentam um crescimento anormal, criando um emaranhado de brotos enfraquecidos e deformados que lembram, visualmente, uma vassoura. Com a evolução da praga, a plantação perde o viço: as folhas ficam amareladas, murcham e a planta seca progressivamente de cima para baixo, levando à morte do vegetal.
“Investir em prevenção e boas práticas não é apenas garantir a produtividade, mas assegurar a segurança alimentar no campo”, afirma Ligiane Amorim, destacando que a atuação integrada entre quem planta e quem fiscaliza é o que sustenta o setor.
Como agir em caso de suspeita
A orientação técnica é clara: ao menor sinal de alteração no desenvolvimento da cultura, o agricultor não deve tentar resolver o problema sozinho, mas sim buscar apoio imediato do Idaf. Uma resposta rápida permite que os técnicos contenham focos isolados antes que a doença se espalhe para propriedades vizinhas.
A coordenadora do Programa de Sanidade das Grandes Culturas do Idaf reforça que as inspeções e orientações em campo visam fortalecer o setor para desafios futuros, garantindo que o Acre mantenha sua tradição e sustentabilidade na produção de mandioca.

