Após anos de denúncias e pressão de moradores, o caso do idoso que vive em situação de acúmulo extremo no bairro Tropical, em Rio Branco, passou a ser acompanhado por uma força-tarefa envolvendo diferentes áreas do poder público. Com o morador internado na UTI, equipes intensificaram o monitoramento, enquanto aguardam autorização judicial para intervir diretamente no imóvel.
O caso foi divulgado, ainda neste domingo (12), pelo ContilNet após a influenciadora acreana Ludmilla Cavalcante denunciar o cenário de extrema insalubridade em que vive um senhor, vizinho da localidade, que sofre com o transtorno de acumulação compulsiva há anos.
Diante da gravidade da situação, a prefeitura de Rio Branco afirmou que o caso já vinha sendo acompanhado antes mesmo da repercussão nas redes sociais. Agora, com maior visibilidade, a resposta passou a envolver uma atuação conjunta entre várias frentes.
Segundo o secretário Municipal de Assistência Social, Ivan Ferreira, há uma mobilização envolvendo, além da Assistência Social, as pastas da Saúde, Zeladoria e Meio Ambiente estão mobilizadas para lidar com os desdobramentos. A estratégia, segundo o gestor, é garantir uma abordagem que vá além da limpeza do local, considerando também a condição de saúde e vulnerabilidade do idoso.
“O caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público, e estamos aguardando uma decisão para que possamos tomar as medidas necessárias”, informou Ivan.
Internado em estado delicado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro de Rio Branco, o morador segue acompanhado não apenas pela equipe médica, mas também por profissionais da assistência social.
A atuação no ambiente hospitalar busca mapear possíveis vínculos familiares, entender o contexto social do paciente e preparar encaminhamentos para quando ele receber alta, etapa considerada crucial para evitar que a situação se repita.
Limite legal trava intervenção imediata
Apesar da mobilização, a entrada no imóvel ainda depende de autorização judicial. Por se tratar de uma residência privada, o poder público não pode realizar a limpeza ou retirada dos materiais sem respaldo legal.
“A gente não pode chegar aqui e adentrar sem autorização. O caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público, e estamos aguardando uma decisão para que possamos tomar as medidas necessárias e realizar o trabalho adequado”, enfatizou Ferreira.
A situação já foi judicializada e aguarda análise do Tribunal de Justiça do Acre.
