MĂ­dia iraniana diz que EUA tĂȘm ‘exigĂȘncias excessivas’ sobre Estreito de Ormuz

Por EstadĂŁo ConteĂșdo 11/04/2026

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A imprensa iraniana afirma que os Estados Unidos apresentam “exigĂȘncias excessivas” em relação ao Estreito de Ormuz, importante canal para o trĂąnsito global de petrĂłleo e cuja abertura Ă© uma exigĂȘncia central para Washington.

As negociaçÔes entre os dois países começaram em Islamabad, no Paquistão, neste såbado, 11. A Casa Branca e oficiais iranianos confirmaram que as conversas estão sendo realizadas de forma direta, com a presença de oficiais paquistaneses.

Depois de mais de cinco horas de conversa, as negociaçÔes jĂĄ tiveram duas pausas e foram retomadas para uma terceira rodada de conversas, de acordo com a agĂȘncia estatal iraniana.

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Os Estados Unidos estĂŁo sendo representados pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner.

Jå o Irã desembarcou na capital do Paquistão com uma delegação de 70 pessoas, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

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O encontro acontece dias depois do anĂșncio de um frĂĄgil cessar-fogo de duas semanas em uma guerra que jĂĄ deixou milhares de mortos e tem impactado os mercados globais ao entrar em sua sĂ©tima semana.

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O IrĂŁ bloqueou efetivamente a passagem do Estreito de Ormuz, e sua reabertura foi o foco de um ultimato de Trump, que disse que aniquilaria uma “civilização inteira” se TeerĂŁ nĂŁo reabrisse o estreito – Washington tambĂ©m deseja que o IrĂŁ desista de seu projeto nuclear e arsenal de mĂ­sseis balĂ­sticos.

Jå o Irã anunciou que quer manter o controle da passagem e exige que os Estados Unidos retirem suas forças de todas as bases na região e quer preservar o direito dos iranianos de prosseguir com o enriquecimento nuclear.

A televisĂŁo estatal iraniana afirmou que, no encontro com oficiais do PaquistĂŁo, a delegação do IrĂŁ apresentou seus termos para o fim do conflito. As exigĂȘncias tambĂ©m incluem indenização pelos danos causados ??pelos ataques conjuntos de EUA e Israel e a liberação dos ativos congelados do paĂ­s.

Antes das reuniĂ”es, o primeiro vice-presidente do IrĂŁ, Mohammad Reza Aref, disse nas redes sociais que, se os interesses israelenses forem priorizados nas negociaçÔes, “nĂŁo haverĂĄ acordo”.

Em meio às negociaçÔes com o Irã, Trump postou na rede social Truth Social que as Forças Armadas do Irã tinham sido destruídas e Washington havia começado o processo de reabrir o Estreito de Ormuz.

Não ficou claro na publicação se Trump se referia ao possível uso de minas no Estreito de Ormuz ou à capacidade mais ampla do Irã de controlar a årea.

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“Estamos agora iniciando o processo de limpeza do Estreito de Ormuz como um favor a paĂ­ses de todo o mundo, incluindo China, JapĂŁo, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros”, publicou Trump. “Inacreditavelmente, eles nĂŁo tĂȘm a coragem ou a vontade de fazer esse trabalho por conta prĂłpria.”

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Qual Ă© a importĂąncia do LĂ­bano?

O porta-voz do MinistĂ©rio das RelaçÔes Exteriores do IrĂŁ, Esmaeil Baghaei, declarou Ă  televisĂŁo estatal iraniana que o cessar-fogo no LĂ­bano Ă© uma “exigĂȘncia fundamental”, durante o encontro da delegação iraniana com autoridades paquistanesas.

Israel continuou atacando o LĂ­bano apĂłs o anĂșncio do cessar-fogo na semana passada entre os EUA e o IrĂŁ. O PaquistĂŁo havia apontado que o paĂ­s estava incluso no acordo de trĂ©gua, mas oficiais israelenses negaram a informação.

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Baghaei descreveu as negociaçÔes como um “momento particular” para o IrĂŁ e enquadrou a diplomacia como uma “continuação da defesa e uma continuação da guerra”.

“Uma intensa luta está em curso na frente diplomática”, disse ele.

Impactos da guerra

A guerra teve inĂ­cio em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o IrĂŁ. Os ataques resultaram na morte do lĂ­der supremo do IrĂŁ, aiatolĂĄ Ali Khamenei, e o conflito logo se espalhou para paĂ­ses vizinhos.

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Foi a segunda vez em menos de um ano que o presidente Trump envolveu diretamente os EUA em um conflito militar com TeerĂŁ.

O republicano justificou o confronto como parte de um esforço para incitar os iranianos a derrubar sua liderança teocråtica, mas a guerra escalou e se transformou em um conflito regional que resultou em milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, mas também nos países do Golfo e em Israel. Centenas de milhares de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas, e a economia global foi gravemente abalada.

A guerra praticamente paralisou o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, e danificou instalaçÔes de produção de petróleo e gås em todo o Oriente Médio.

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Em resposta, os preços do petrĂłleo dispararam em todo o mundo. O petrĂłleo bruto Brent, referĂȘncia internacional, passou de cerca de US$ 70 por barril antes da guerra para mais de US$ 119 em alguns momentos.


ConteĂșdo reproduzido originalmente em: InfoMoney por EstadĂŁo ConteĂșdo

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