MPAC revela baixo Ă­ndice do programa Previne Brasil em municĂ­pios do Acre

Enquanto a meta nacional é de 50%, municípios como Jordão e Tarauacá não chegam a 10% de cobertura

Por Redação ContilNet 06/04/2026 às 05:34 Atualizado: há 2 meses
Levantamento do MPAC aponta defasagem no monitoramento de hipertensos no Acre em 2025

Um levantamento detalhado do Ministério Público do Acre (MPAC), com base nos indicadores do programa Previne Brasil de 2025, acendeu um alerta vermelho para a saúde pública no estado. O relatório revela que o Acre enfrenta sérias dificuldades no monitoramento de pacientes com hipertensão na atenção primária, com apenas dois dos 22 municípios conseguindo atingir a meta nacional de 50% de aferição da pressão arterial.

Os únicos destaques positivos ficaram na regional do Alto Acre. Epitaciolândia, com 64%, e Brasileia, com 57%, foram as únicas cidades a superar o índice estabelecido pelo Ministério da Saúde, demonstrando uma eficiência superior na busca ativa e no cuidado com pacientes crônicos.

Abismo nos Indicadores

Na extremidade oposta do ranking, os números revelam um cenário crítico de desassistência. O município de Jordão registrou o pior desempenho do estado, com apenas 5% de cobertura. Logo atrás aparecem Tarauacá (8%) e Rodrigues Alves (12%), expondo a fragilidade do sistema de saúde nas regiões mais isoladas e de difícil acesso.

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A capital, Rio Branco, apresenta um desempenho considerado intermediário, mas ainda insuficiente, com cerca de 20% de acompanhamento. Outras cidades próximas, como Bujari (20%), Porto Acre (24%) e Senador Guiomard (30%), também permanecem abaixo do que é preconizado pelo governo federal.

Desigualdades Regionais

O estudo do MPAC também segmentou os dados pelas regionais administrativas, evidenciando uma disparidade geográfica nítida:

  • Alto Acre: 41,2% (Melhor mĂ©dia do estado)

  • Baixo Acre: 22,5%

  • Juruá: 19%

  • Purus: 16,8%

  • Tarauacá-Envira: 10,3% (Pior mĂ©dia do estado)

A concentração dos piores resultados em áreas remotas reforça a necessidade de estratégias específicas para fortalecer as equipes de saúde da família nessas localidades. A falta de monitoramento adequado da hipertensão aumenta os riscos de complicações graves, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), sobrecarregando o sistema de média e alta complexidade no futuro.

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