Depois de dois anos marcados por explosão de casos, 2026 começou com um cenário bem mais brando, mas longe de tranquilidade no Acre. Entre janeiro e março, foram registrados 1.169 casos prováveis de dengue, uma redução de 80,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando os registros ultrapassaram 5,9 mil. Na comparação com 2024, que somou mais de 3,1 mil casos, a queda também é significativa, segundo dados do Ministério da Saúde.
Os dados mostram uma redução consistente no início do ano: janeiro teve 384 casos e fevereiro caiu para 370. Em março, porém, houve uma inversão na tendência, com 415 registros – o maior número mensal de 2026 até agora.
O perfil dos infectados revela concentração entre adultos jovens. A faixa de 20 a 29 anos lidera com 225 casos, seguida por 30 a 39 anos (165) e 40 a 49 anos (160). Crianças e adolescentes também apresentam números relevantes, enquanto os idosos têm menor incidência.
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Na divisão por sexo, os homens representam 53% dos casos, contra 47% das mulheres. Já em relação à raça/cor, 87,3% dos casos estão entre pessoas que se declaram pardas, evidenciando a predominância desse grupo nos registros.
Apesar do número de notificações, não há registro de mortes nem de casos graves até o momento, mantendo a letalidade zerada — um dos poucos pontos positivos no cenário.
A forte redução em relação aos anos anteriores mostra avanço no controle, mas a alta em março indica que o risco permanece. O comportamento da doença segue instável e exige atenção contínua para evitar uma nova escalada.
