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No Acre, mulher denuncia danos após procedimento estético: “Não fui a primeira”

Por Anne Nascimento, ContilNet

Mulher em desabafo sobre danos estéticos, com expressão de preocupação.

Vanessa também relatou que não havia profissionais que realizassem o procedimento em sua cidade, o que contribuiu para a decisão. — Foto: Reprodução/Redes sociais

“Eu não fui a primeira vítima, e infelizmente não serei a última. Mas a minha intenção é alertar outras mulheres.” O desabafo, feito nas redes, nesta quarta-feira (16), é de Vanessa Holanda, moradora de Mâncio Lima, no interior do Acre, que afirma ter sofrido danos após realizar um procedimento estético com jato de plasma.

O que seria uma alternativa menos invasiva a uma cirurgia acabou se transformando em um problema. Vanessa buscou o tratamento para amenizar estrias e flacidez em uma das mamas, mas relata que sofreu queimaduras na região e agora enfrenta dor, possíveis cicatrizes e impactos emocionais.

“Eu fui extorquida”, afirma

Além dos danos físicos, Vanessa também denuncia ter sido vítima de cobrança abusiva pelo procedimento. “Eu não procurei por preço. Eu estava me planejando para fazer minha mastopexia no final do ano e vi nesse procedimento a oportunidade de não ter que ir pro bisturi”, contou.

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Segundo ela, o valor pago foi muito acima do praticado no mercado. “Ela fez foi me extorquir, porque eu descobri que nem é um procedimento caro entre profissionais que entendem do assunto. Ela me cobrou R$ 3.900 apenas em um seio. A média é de R$ 800 a R$ 1,6 mil nos dois seios.”

Atendimento por profissional de fora levantou confiança

Vanessa também relatou que não havia profissionais que realizassem o procedimento em sua cidade, o que contribuiu para a decisão.

“Não tem profissional na minha cidade que faça esse procedimento. A pessoa veio de fora atender em uma das melhores clínicas da cidade. Eu era leiga no assunto, e ela se posiciona muito bem nas redes sociais, fala bonito… não é de se duvidar”, disse.

Ela resume a experiência com frustração: “Eu fui só mais uma vítima.”

Nas redes sociais, Vanessa tem compartilhado sua história como forma de alerta. “Eu agradeço o carinho, até de quem critica. Mas só quem passa sabe. Eu estou expondo isso para que outras pessoas não caiam no mesmo golpe que eu caí”, afirmou.

Ela também autorizou que profissionais utilizem seu relato para conscientizar outras mulheres.

Especialista alerta para riscos

A enfermeira do ramo de estética Marina Bambira, que comentou o caso nas redes sociais, destacou que situações como essa têm se repetido.

“Além de não ter o resultado esperado, ela ainda teve que lidar com queimaduras, dor, possíveis cicatrizes e um impacto emocional muito grande”, afirmou.

A orientação, segundo a profissional, é buscar sempre especialistas qualificados. “Entreguem a pele e a confiança de vocês a quem realmente tem conhecimento.”

Além das lesões, Vanessa relata prejuízo financeiro e segue lidando com as consequências emocionais do caso. “Eu vou até o fim por isso”, disse Vanessa, reforçando que quer transformar a própria dor em um alerta para outras mulheres.

O que é o jato de plasma

O jato de plasma é um procedimento estético não cirúrgico que utiliza gás ionizado para provocar microlesões controladas na pele, estimulando a produção de colágeno e elastina. A técnica é indicada para tratar flacidez, rugas e cicatrizes.

Apesar de ser considerado minimamente invasivo, especialistas alertam que a aplicação inadequada pode causar complicações, como queimaduras e marcas permanentes.

Veja o vídeo: 

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