Se você ainda não acompanhou o Arquivo 068, novo quadro do ContilNet que vem ganhando espaço ao revisitar histórias impactantes do Acre, ainda dá tempo de entender por que o projeto tem chamado atenção. Entre crimes que chocaram o estado e lendas que atravessam décadas, os episódios já exibidos ajudam a reconstruir parte da memória coletiva acreana.
Apresentado pela jornalista Anne Nascimento, o quadro nasceu com uma proposta clara: “não transformar tragédia em entretenimento”, mas provocar reflexão. “Nosso objetivo é entender por que esses casos aconteceram e não deixar que sejam esquecidos”, pontua a apresentadora.
1º episódio: o caso Yara Paulino
A estreia foi marcada por um dos episódios mais recentes e brutais: o linchamento de Yara Paulino. A mulher foi morta em via pública, em um caso que gerou comoção e levantou debates sobre violência coletiva e justiça com as próprias mãos.
“Gostaria de entender o que leva uma ou mais pessoas a cometerem um ato tão animalesco”, disse Anne ao justificar a escolha do tema. O episódio também trouxe um alerta preocupante: o aumento de 75% nos casos de feminicídio no Acre.
2º episódio: o “demônio da Lua Azul”
No segundo programa, o tom mudou — mas o mistério permaneceu. O quadro resgatou a história do chamado “demônio da Lua Azul”, que teria aparecido em uma boate de Rio Branco nos anos 2000.
Segundo relatos da época, um homem com aparência demoníaca teria surgido durante uma festa de carnaval, interagido com frequentadores e desaparecido de forma inexplicável após convidar uma jovem para dançar. “Muitos achavam que era fantasia, até que ele sumiu no meio da pista”, descrevem testemunhas.
O caso virou lenda urbana e até hoje divide opiniões entre quem acredita e quem trata como boato.
3º episódio: o assassinato de Moisés Alencastro
O terceiro episódio voltou ao campo dos crimes reais e recentes. O assassinato do ativista cultural Moisés Alencastro, ocorrido em dezembro de 2025, foi detalhado com base na investigação policial e na denúncia do Ministério Público.
O caso ganhou repercussão pela violência, a vítima foi morta com golpes de faca dentro do próprio apartamento, e pela possível motivação homofóbica. Dois suspeitos foram presos e respondem por homicídio qualificado.
4º episódio: a loira da curva do Tucumã
Já o quarto episódio mergulha no imaginário popular ao resgatar a lenda da “loira da curva do Tucumã”, contada pelo jornalista Astério Moreira.
A história, que ganhou força nas décadas de 60 e 70, fala de uma mulher loira vestida de branco que aparecia para motoristas em uma curva conhecida por acidentes. Um dos relatos mais famosos é o de um taxista que teria dado carona à figura, que desapareceu misteriosamente dentro do carro.





