A Operação Narco Fluxo atingiu o coração do funk ostentação nesta quarta-feira (15/04). Segundo a Polícia Federal, o cantor MC Ryan SP não era apenas um dos rostos do esquema, mas o principal beneficiário e líder de uma organização que utilizava gravadoras e empresas de eventos para lavar dinheiro oriundo de atividades ilícitas, com um vínculo estrutural apontado com a facção PCC.
O Mecanismo de Lavagem
De acordo com os autos da investigação, Ryan utilizava sua imensa fama e suas produtoras musicais para misturar receitas legítimas com valores vindos de:
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Apostas ilegais;
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Rifas digitais não autorizadas;
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Operações de mídia: Pagamento a páginas (como a Choquei) para inflar sua imagem e gerir crises.
A PF detalha que o artista transferia participações societárias para “laranjas”, incluindo membros da própria família, para ocultar um patrimônio bilionário que era reinvestido em mansões, joias e carros de luxo.
Com informações do Metrópoles.
Números Assustadores
A investigação revela que o volume financeiro movimentado pelo grupo pode ultrapassar a marca histórica de R$ 260 bilhões. A ação, coordenada pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, mobilizou mais de 200 agentes em diversos estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e o Distrito Federal. Além de Ryan, o cantor MC Poze do Rodo também foi detido temporariamente.
O Que Diz a Defesa
Em nota oficial, a defesa de MC Ryan SP negou qualquer envolvimento com o crime organizado e ressaltou a “lisura de todas as suas transações financeiras”. Os advogados afirmam que todos os valores nas contas do cantor possuem origem comprovada e que confiam que a verdade será restabelecida ao longo do processo.
Os alvos da operação podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

