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Sem ônibus, dona da Ricco tenta reverter paralisação dos motoristas

Por Redação ContilNet 22/04/2026 19:19 Atualizado em 23/04/2026 10:05
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A paralisação total do transporte coletivo em Rio Branco ganhou novos desdobramentos na noite desta quarta-feira (22), após a sócia-administradora da empresa Ricco Transportes, Bruna Fernandes Dias, tentar convencer motoristas a retomarem as atividades. A movimentação ocorre em meio a uma crise que deixou a capital sem circulação de ônibus e afetou diretamente milhares de passageiros.

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Diante do cenário, o prefeito Alysson Bestene decretou situação de emergência no sistema de transporte coletivo urbano da capital. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial e autoriza a Prefeitura a adotar ações imediatas para restabelecer o serviço, incluindo a possibilidade de intervenção e operação emergencial das linhas.

O Terminal Urbano amanheceu completamente vazio, sem veículos e sem usuários, cenário que evidenciou o impacto imediato da mobilização dos trabalhadores. A paralisação foi organizada de forma independente pela categoria, principalmente por meio das redes sociais, com a frase “Acorda Rio Branco”, utilizada como forma de chamar atenção para os problemas enfrentados.

Entre as principais reclamações dos motoristas estão atrasos frequentes no pagamento de salários, dificuldades para receber os vencimentos dentro do prazo e a ausência de depósitos de benefícios como FGTS e INSS. Outro ponto levantado envolve empréstimos consignados, que, segundo os trabalhadores, estariam sendo descontados em folha sem o repasse às instituições financeiras, gerando cobranças indevidas.

Diante do impasse, Bruna Fernandes Dias iniciou tentativas de diálogo direto com os motoristas, buscando reverter a paralisação e restabelecer o funcionamento do serviço. A iniciativa ocorre paralelamente às negociações conduzidas pelo poder público.

Ainda durante a madrugada, por volta das 3h, o prefeito de Rio Branco iniciou uma rodada de negociações com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas (Sinttpac). O encontro resultou em um acordo que prevê um prazo de 48 horas para que a prefeitura e as empresas apresentem soluções para os problemas relatados pela categoria.

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A situação também passou a ser acompanhada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), que decidiu abrir investigação sobre a paralisação. O órgão encaminhou ofício à Prefeitura de Rio Branco solicitando esclarecimentos sobre as causas da interrupção do serviço, as medidas emergenciais adotadas e a situação contratual e trabalhista da concessionária responsável pelo transporte coletivo.

O MPAC também pediu informações sobre possíveis providências administrativas em caso de descumprimento contratual. A prefeitura tem o prazo de 24 horas para responder aos questionamentos.

A crise ocorre poucos dias após a suspensão da concorrência pública nº 005/2026, que trata da nova concessão do transporte coletivo na capital. A medida foi tomada após questionamentos sobre a legalidade e a estrutura do edital, o que contribuiu para aumentar a instabilidade no sistema.

Enquanto as negociações seguem, a população enfrenta dificuldades para se deslocar pela cidade, sem alternativas suficientes para suprir a ausência dos ônibus. A expectativa é de que os próximos dias sejam decisivos para a retomada do serviço e para a definição de medidas que atendam às demandas dos trabalhadores e garantam a continuidade do transporte coletivo em Rio Branco.

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